Com TRE querendo saber se houve apoio do tráfico, Wladimir joga cortina de fumaça

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Uma jogada ensaiada entre pai e filho, com o pai Garotinho fazendo estranhas profecias de prisão dos seus adversários, deixando claro que está extremamente incomodado por perceber o crescimento político e administrativo do prefeito de Campos Rafael Diniz, e, horas depois, o filho Wladimir, de olho gordo nas próximas eleições municipais, no melhor estilo “pau mandado do papai”, deu sequência à jogada, levando denúncias infundadas contra o governo municipal ao Congresso, não obteve os resultados pretendidos: minar o crescente governo municipal de Campos e, de quebra, jogar uma cortina de fumaça sobre uma decisão judicial em Aije contra ele.

Cortina de fumaça

No mesmo dia em que Wladimir tomou conhecimento da decisão do vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, de pedir à Polícia Federal cópia do inquérito e das interceptações telefônicas nas investigações que apuram suposta compra de votos nas eleições de 2018, que o teriam beneficiado e ao deputado estadual Bruno Dauaire, ele disparou as estranhas denúncias contra o governo municipal de Campos, em uma mal disfarçada tentativa de criar um factóide que deixasse a decisão do TRE em segundo plano na mídia e nas redes sociais. Mas o estilo paterno parece não ter funcionado muito bem.

TRE quer saber se houve compra de votos e apoio do tráfico

A decisão foi dentro da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), proposta pelo diretório estadual do PSOL, que pede a cassação de Wladimir e Bruno. De acordo com a denúncia protocolada pelo partido, “os dois parlamentares teriam sido favorecidos por um esquema que lhes permitiu realizar campanha, com exclusividade, na localidade conhecida como Parque Eldorado, mediante a compra do apoio político do líder do tráfico na região”.

Durante as investigações, uma escuta telefônica foi divulgada pela imprensa na qual o suposto chefe do tráfico no Parque Eldorado fala, de dentro do presídio, sobre quais candidatos poderiam fazer campanha na comunidade.

Jubiraca & Cotó

Bruno Dauaire, Wladimir Garotinho e Jubiraca, um trio que está dando o que falar

De acordo com a denúncia, o cabo eleitoral Juninho Jubiraca mantinha contato telefônico com Cotó, que cumpre pena em regime fechado por tráfico de drogas. Na denúncia, o PSOL faz referência a escutas telefônicas da operação Verde Oliva, das polícias Civil e Militar, iniciadas em 16 de outubro do ano passado, para prender suspeitos da morte de um militar do Exército.

“Que os dois parlamentares teriam sido favorecidos por um esquema que lhes permitiu realizar campanha, com exclusividade, na localidade (…) mediante a compra do apoio político do líder do tráfico na região, tendo obtido expressiva votação, segundo informações havidas da operação Verde Oliva”, diz a denúncia.

Wladimir e Bruno foram os mais votados no Eldorado

Na denúncia, o PSOL, além de apontar suposta compra de votos a R$ 50, ainda cita: “Quando consultado o resultado das eleições, verifica-se que o primeiro réu (Wladimir) teve expressiva votação na localidade acima mencionada, sendo o candidato federal mais votado de lá, tal como ocorreu com o segundo réu (Bruno), para deputado estadual.”

Argumentos pífios

Para rebater a má repercussão da divulgação da decisão do TRE de avançar nas investigações da Aije que pede a sua cassação e a de Bruno Dauaire, Wladimir classificou a Ação de Investigação Eleitoral movida pelo PSOL de “politiqueira” e “ridícula”, fingindo ignorar o potencial e a gravidade das acusações.

“Plano B do pai”

Os adjetivos utilizados para tentar desclassificar a Ação Judicial são muito adequados para classificar as suas denúncias de ocasião como protagonista do “plano B do pai”, como foi certeiramente taxado pelo deputado Rodrigo Bacelar.

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