Wladimir joga a culpa de acordo em correligionários e no traficante Cotó

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Segundo Wladimir, a culpa é dos seus cabos eleitorais e do traficante

“Como se vê, para ambos os fatos sobre os quais recaem as acusações existem sujeitos: Idário, Julio Cesar Xavier Ribeiro (Juninho Jubiraca) e Cassiano (Cotó), que teriam praticado as condutas supostamente caracterizadoras de abuso de poder econômico em favor dos candidatos investigados, mas que não foram demandados”. (Na defesa de Wladimir)

Filho de Peixe

Esta semana, a defesa de Wladimir Garotinho alegou a tese de que teria que haver litisconsórcio para configurar a culpa de Wladimir e Bruno na Ação de Investigação Eleitoral, movida pelo PSOL e Coligação Mudar é Possível (PSOL-PCB) por compra de votos nas últimas eleições. Segundo a sua defesa, os culpados são ou outros. Acordo teria sido feito apenas pelos seus correligionários e o traficante. Ele nada saberia…

Vale tudo para tentar tirar o corpo fora, até colocar a culpa nos outros…

Em estranho movimento na Ação de Investigação Eleitoral, movida pelo PSOL e Coligação Mudar é Possível (PSOL-PCB), contra os réus, e agora deputados, federal Wladimir Barros Assed Matheus de Oliveira, vulgo Wladimir Garotinho, e estadual Bruno Dauaire, que pede a cassação dos mandatos da dupla por abuso de poder econômico, compra de votos no dia do pleito, nas últimas eleições, com suposto acordo com o tráfico do Eldorado que teria permitido a realização campanha eleitoral com exclusividade, na localidade conhecida como Parque Eldorado, mediante a compra do apoio político do líder do tráfico na região.

Grampo telefônico

Seu cabo eleitoral Juninho Jubiraca foi flagrado por grampo telefônico durante conversa com o suposto chefe do tráfico do Eldorado Cassiano Soares da Silva Vicente, vulgo Cotó, determinando de dentro do presídio quais candidatos poderiam fazer campanha naquela comunidade com as bençãos do tráfico local.

“Esquema com o tráfico”

De acordo com a denúncia, o cabo eleitoral Juninho Jubiraca mantinha contato telefônico com Cotó, que cumpre pena em regime fechado por tráfico de drogas. Na denúncia, o PSOL faz referência a escutas telefônicas da operação Verde Oliva, das polícias Civil e Militar, iniciadas em 16 de outubro do ano passado, para prender suspeitos da morte de um militar do Exército.

“Que os dois parlamentares teriam sido favorecidos por um esquema que lhes permitiu realizar campanha, com exclusividade, na localidade (…) mediante a compra do apoio político do líder do tráfico na região, tendo obtido expressiva votação, segundo informações havidas da operação Verde Oliva”, diz a denuncia do PSOL.

Pela mãe de todas as coincidências, Wladimir e Bruno foram os mais votados no Eldorado

Na denúncia, o PSOL, além de apontar suposta compra de votos a R$ 50, ainda cita: “Quando consultado o resultado das eleições, verifica-se que o primeiro réu (Wladimir) teve expressiva votação na localidade acima mencionada, sendo o candidato federal mais votado de lá, tal como ocorreu com o segundo réu (Bruno), para deputado estadual.”

  1. Como se vê, para ambos os fatos sobre os quais recaem as acusações existem sujeitos (Idário, Julio Cesar e Cassiano) que teriam praticado as condutas supostamente caracterizadoras de abuso de poder econômico em favor dos candidatos investigados, mas que não foram demandados.
  2. Todavia, a essa altura, a citação dos demais sujeitos, cuja presença no polo passivo é indispensável, não mais é possível, posto que vedado ao autor emendar a petição inicial após o dies ad quem do prazo para ajuizamento da AIJE.
  3. Nesse ponto, o Tribunal Superior Eleitoral fixou o entendimento que a estabilização da demanda se aplica às ações eleitorais: “Consoante a teoria da estabilização objetiva da lide, o pedido ou a causa de pedir podem ser modificados até a fase de saneamento do processo e desde que anuído pelo réu, reabrindo-se o prazo para o contraditório e para que se produzam provas, nos moldes do art. 329, II, do CPC/2015. Precedentes, destacando-se a AIJE 1943-58/DF- 9/6/2017 (caso “Chapa Dilma-Temer”) – RESPE- Recurso Especial Eleitoral n. 0 4-38.2017.600.0000. Relator Mín. Jorge Mussi, em 10-4-2018).”

CONCLUSÃO

Ante ao exposto e, desde logo, já manifestando oposição a qualquer modificação no polo passivo, o investigado requer à Vossa Excelência que se digne determinar a extinção do processo, sem resolução de mérito, por falta de interesse de agir, em respeito ao devido processo legal, que não foi observado pelo autor.

Leia na íntegra NO LINK ABAIXO

Petição Litisconsórcio Passivo (1)

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