Votos do tráfico podem influenciar eleições em Campos

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Fortes indícios de acordos com tráfico em Campos para obrigar votos de comunidades carentes

A exemplo das últimas eleições, quando chefes do tráfico e candidatos de facções políticas de Campos foram gravados fazendo acordos para forçar votos em candidatos que se eleitos dessem força política e vantagens ao crime organizado em Campos, existem fortes indícios de que o mesmo estratagema está sendo amplamente utilizado para obrigar o votos dos moradores de comunidades dominadas pelo tráfico para candidatos a vereador a prefeito escolhidos pelas facções criminosas que ditam as ordens em áreas periféricas de Campos.

Tráfico teriam candidatos próprios com apoio de facção política local

Vários candidatos já estão apontados como os escolhidos pelos criminosos, todos aliados do mesmo grupo político, que já traz em sua bagagem a tradição desse tipo de acordo. Novamente, candidatos de outros grupos políticos estariam sendo proibidos de levar as suas campanhas eleitorais a várias comunidades populosas de baixa renda, principalmente de Guarus.

Essa é uma situação de difícil enfrentamento pelas autoridades policiais e eleitorais, mas o caminho para desbaratar as negociatas pode ser o mesmo da outra eleição, a utilização de inteligência e grampos com autorização judicial, que já estariam sendo realizados.

Existem precedentes

A gravidade da questão é enorme, basta lembrar que nas últimas eleições, o atual candidato a prefeito deputado federal Wladimir Garotinho e o deputado estadual Bruno Dauaire estiveram sob investigação por associação ao tráfico para compra de votos no Parque Eldorado em Campos, uma das zonas de domínio do tráfico mais visados por grupos políticos habituados a esquemas espúrios, mega compra de votos com dinheiro público etc.

O esquema foi revelado pela Operação Verde Oliva, que interceptou uma ligação telefônica entre um cabo eleitoral dos deputados Wladimir Garotinho e Bruno Dauaire e o chefe do tráfico.

A denúncia não resultou em condenação judicial, mas desmascarou todo o esquema negociado pelo cabo eleitoral, hoje também candidato.

Publicado em Somos Online – Por Editoria –

17 de outubro de 2018 – AQUI

A Operação Verde Oliva, iniciada após a morte do militar do exército Hugo Soares de Alvarenga, no dia 24 de junho deste ano, em uma ação conjunta das polícias Civil, Militar e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que teve seu desfecho nessa terça-feira com a prisão de 28 pessoas, inclusive um petroleiro que é armeiro do bando e um jogador de futebol, ligadas a facção Terceiro Comando Puro (TCP), através de interceptações telefônicas com autorização judicial, promete ainda dar muito que falar, principalmente por uma gravação entre um cabo eleitoral e o líder do tráfico, que pode complicar a vida de famosos políticos da região

Cabo eleitoral é gravado fazendo acordo com líder do tráfico do Eldorado

Além dos notórios componentes da facção TCP que controla tráfico no Eldorado, diversos políticos estariam envolvidos com os meliantes mediante “compra de proteção” para realização de atos políticos eleitorais nos bairros dominados.

A mais contundente das interceptações telefônicas seria a do proprietário de um famoso trio elétrico e de um bloco, com o líder da quadrilha, Cassiano Soares da Silva Vicente, o “Cotó”, preso na Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, de onde dava ordens à sua facção, entre elas, as de execuções e de acordos políticos.

Acordo com traficante para fazer campanha eleitoral no Eldorado incluía advogado e salário mensal

O empresário de shows e promoções, surpreendido nas escutas telefônicas fazendo ofertas e acordos com o líder da quadrilha, é cabo eleitoral de dois políticos de uma notória facção e foram candidatos a deputado estadual e federal.

Entre os benefícios oferecidos na gravação estão vantagens financeiras, assistência jurídica e um salário mensal para o líder do tráfico no Eldorado.

“Então a proposta é ajudar ele e… pra ele ganhar. Falou que ia ajudar emprego, advogado, falou vinha aqui na cadeia conversar comigo aqui e falou que ele tendo ajuda aqui e ele ganhando dá um salário todo mês”. (Cotó, líder da quadrilha)

Saiba mais Aqui

Confira abaixo um trecho de reportagem da época do RJ TV, da Rede Globo.

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