Variante do coronavírus Iota surpreende com letalidade até 60% maior

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Cepa foi identificada pela primeira vez em novembro de 2020, em Nova York, e não há casos registrados no Brasil até o momento. De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), o nome da variante norte-americana é Iota (Nona letra do alfabeto grego), e não Lota, como vinha sendo equivocadamente publicado pela grande mídia.

60% mais mortal que a variante originada em Wuhan

A capacidade de transmissão, de mortalidade e de escapar do sistema imunológico da variante Iota, uma nova cepa do coronavírus, é maior na comparação a outras cepas circulantes, indicaram pesquisadores do Departamento de Saúde e Higiene Mental da Cidade de Nova York e da Escola Mailman de Saúde Pública, da Universidade de Columbia, nos EUA.

O estudo foi publicado no último sábado, 7, na plataforma medRxiv. A Iota, identificada pela primeira vez em novembro de 2020 em Nova Iorque, possui taxa de transmissão entre 15% a 25% superior a de variantes conhecidas, além de conseguir escapar das respostas imunológicas de indivíduos em até 10% dos casos. A pesquisa não foi revisada por outros pesquisadores, procedimento padrão adotado em trabalhos científicos.

A letalidade da nova variante entre adultos com mais de 65 anos é semelhante à Alfa, detectada no Reino Unido, mas é 60% mais mortal que a variante originada em Wuhan, na China, de forma geral.

Apesar de tudo, a OMS nega que a nova variante provoque casos mais graves

Apesar do estudo, a Organização Mundial da Saúde, OMS, negou nesta quarta-feira, 11, que a variante Iota provoque casos mais graves da Covid-19, mencionando estudos preliminares. De acordo com Maria Van Kerkhove, chefe de emergências de saúde da OMS, o número de casos da Iota, nos EUA, tem recuado, enquanto os da variante Delta, aumentado. “Então, a variante Delta parece superar a variante Iota em termos de circulação.”

Estudos já mostraram que a variante Iota não apresenta-se tão resistente a tratamentos. Evidências também indicam que a variante não aumenta o risco de infecções graves em pessoas vacinadas ou que já se infectaram antes.

Informações de TC Mover / Gabriel Ponte

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