STJ, TCE e MPE, apuram prejuízo aos cofres públicos na compra de respiradores

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A operação Mercadores do Caos da Lava Jato está cada vez mais próxima do governador do Rio, Wilson Witzel, incluído em um inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que investiga um suposto esquema de corrupção na compra, pelo estado, de respiradores destinados ao tratamento de pacientes da pandemia de Covid-19.

Foro privilegiado de Witzel leva parte da investigação de fraudes na Covid-19 para o STJ

A operação Mercadores do Caos, da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio, que investiga eventual prejuízo aos cofres públicos na compra de equipamentos para enfrentamento da pandemia de coronavírus, tem a companhia do Tribunal de Contas do Estado que também apura o caso.

A inclusão do nome do governador Witzel no inquérito, que corre sob sigilo, não foi explicada por policiais e promotores. Mas, como o governador tem foro privilegiado, parte da investigação foi deslocada para o Superior Tribunal de Justiça.

Witzel lamenta ilícitos

Em nota, o governador Wilson Witzel diz que ainda não foi notificado oficialmente sobre a investigação, mas que estará à disposição para prestar esclarecimentos. Witzel também afirma na nota seu respeito às instituições e lamenta que “pessoas queiram cometer ilícitos, principalmente neste momento de pandemia e de luta pela vida de milhares de pessoas”.

Por outro lado, a Procuradoria Geral da República que, apura eventual participação de Witzel nas irregularidades, reuniu elementos contra Witzel e enviou o caso para o STJ, o foro indicado para julgar governadores, onde o inquérito está sob sigilo judicial.

Irregularidades em contratos e pagamentos antecipados

As investigações apontam várias e graves irregularidades nos contratos para aquisição de equipamentos e nos pagamentos antecipados às empresas fornecedoras.

Três empresas contratadas pelo governo Witzel para compra de respiradores, e seu sócios tiveram seus bens bloqueados.

Quatro pessoas foram presas na primeira fase da Operação Mercadores do Caos: o subsecretário Gabriell Neves, que já havia sido exonerado do cargo, seu sucessor Gustavo Borges, também exonerado, o empresário Aurino Filho, proprietário de uma das empresas, e Cinthya Silva Neumann, sócia de outra empresa.

Operação Favorito

Em seguida, o empresário Mário Peixoto, ligado ao secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Lucas Tristão, braço-direito do governador Wilson Witzel (PSC), o ex-presidente da Assembleia Legislativa Paulo Melo (MDB) e mais três pessoas foram presas na manhã da quinta-feira (14), na Operação Favorito, deflagrada em conjunto pelas polícias Civil e Federal.

Mil respiradores comprados, e só 52 entregues, mas não servem para tratamento de Covid-19

Mil respiradores foram comprados através de contratos emergenciais de três empresas. A ARC Fontoura vendeu 400 aparelhos, mas só entregou 52 ventiladores mecânicos não adequados ao tratamento da Covid-19. O custo total da compra foi de R$183,5 milhões e o governo Witzel antecipou o pagamento de parte desse montante.

Estranho silêncio

Quem via o Blog do Garotinho acompanhava denúncias de Garotinho, quase que diariamente, em relação ao governo Sérgio Cabral. Era uma oposição ferrenha. Porém, o mesmo não ocorre durante a gestão de Wilson Witzel. O que será que aconteceu com o Garotinho que se dizia “jornalista investigativo”?

Afagos entre o filho Wladimir Garotinho e Witzel

“Nos pedem, a gente oferece”, diz filho de Garotinho sobre relação da família com Witzel (O Dia)

 “Estou com uma proximidade bacana com o Governo do Estado e vamos colher frutos dessa parceria. (Wladimir Garotinho/Clique Diário)

 “O Deputado Federal Wladimir Garotinho é um grande parceiro do Governo do Estado aqui na região” (Witzel)

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