STF nega recurso e mantém condenação de Garotinho como chefe de quadrilha

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A apelação de Garotinho para anular sentença de prisão por formação de quadrilha armada foi negada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski na última segunda-feira (30).

Sob o pretexto da anexação de escutas telefônicas no processo após o prazo permitido, a defesa de Garotinho fez pedido, agora negado, por Lewandowski, que apontou que esse tipo de recurso não pode ser utilizado para fazer reexame do conteúdo.

Operação Segurança Pública S/A

Em 2010, Garotinho foi condenado por unanimidade Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) a dois anos e seis meses de reclusão por formação de quadrilha armada em regime aberto.

Ele foi condenado como resultado das investigações da Operação Segurança Pública S/A, sobre o envolvimento de policiais civis com o contrabando de peças para máquinas de apostas e exploração de jogo ilegal, durante a gestão da sua esposa Rosinha à frente do governo do Estado, quando Garotinho era secretário estadual de Segurança Pública.

Álvaro Lins e Garotinho

Ele foi condenado ao lado de vários outros investigados, como o ex-chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins.

Sentença aumentou

Essa sentença posteriormente foi ampliada para quatro anos e seis meses e com mudança para o regime semiaberto, trabalhando de dia e dormindo na cadeia. Após o julgamento dos embargos de declaração, será emitido o mandado de prisão.

Chefe de quadrilha com cadeia a vista

Ou seja, Garotinho continua condenado a cadeia como chefe de quadrilha armada e na iminência de ser obrigado a cumprir a sua sentença.

Entenda melhor

Domingo, 1 de junho de 2008 / Jornal O Dia

MPF aponta Garotinho como ‘chefe político’ e deputado como ‘gestor operacional’ de quadrilha

Rio – Policiais federais desmontaram ontem o esquema que, para o Ministério Público Federal (MPF), consiste em uma organização criminosa chefiada pelo ex-governador Anthony Garotinho, do PMDB. Estruturada a partir da Secretaria de Segurança Pública do Estado, a quadrilha se aproveitou durante seis anos, segundo os procuradores, de um esquema de lavagem de dinheiro, loteamento de delegacias e contrabando de componentes eletrônicos para máquinas de caça-níqueis. Principal aliado do ex-governador na formação do grupo, o ex-chefe de Polícia Civil e deputado estadual Álvaro Lins, do PMDB, apontado como “gestor operacional” do bando, foi preso em flagrante, em seu apartamento de Copacabana, por lavagem de dinheiro.

Chamada de Segurança Pública S/A, a operação foi deflagrada às 6h. Segundo os investigadores, Lins era o principal gestor do grupo. Para fechar o cerco ao bando, o Tribunal Regional Federal (TRF) decretou a prisão de sete policiais, entre eles o ex-chefe de Polícia Ricardo Hallak, e expediu 16 mandados de busca e apreensão. Até o início da noite de ontem, um acusado continuava foragido.

De acordo com os procuradores Maurício da Rocha Ribeiro, Cristina Romanó e Paulo Fernando Corrêa, Garotinho atuava como “chefe político” da quadrilha. “Ele botava nos cargos-chaves quem a quadrilha queria”…

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