STF mantém condenação de Garotinho por desvio de 234 milhões da Saúde

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O recurso de Garotinho pedindo anulação do processo no TJRJ que o condenou por desvio de 234 milhões de reais da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro durante a gestão da sua esposa Rosinha como governadora foi negado pelo ministro Gurgel de Faria, do STJ (Superior Tribunal de Justiça.

Ministro Gurgel de Faria. Foto/Jose Alberto

A tese de Garotinho foi a de sempre, perseguição por cerceamento de defesa no de Justiça do Rio de Janeiro. Segundo ele: “não cometeu irregularidade alguma e que o processo é mais um capítulo na perseguição política que sofre no estado”.

Por conta da condenação, o nome de Garotinho está figurando no Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Ato de Improbidade Administrativa e Inelegibilidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apesar de ele ter disparado factóide se dizendo pré-candidato.

Esquema de Garotinho teria desviado fortuna maior que prêmio recorde da Mega Sena

As agruras de Garotinho começaram em 2008 com a  abertura do processo, como resultado de uma investigação do Ministério Público sobre doações de empresas para a pré-candidatura de Garotinho entre 2005 e 2006. Segundo o MP, eram empresas de fachada, utilizadas apenas para receber dinheiro desviado da pasta da Saúde.

Segundo os autos, a secretaria contratou a Fundação Pró-Cefet, que subcontratou 130 ONGs ligadas à igrejas evangélicas coligadas com Garotinho, para assistência médica em comunidades carentes, o que teria facilitado o desvio dos 234 milhões de reais, uma fortuna maior do que o último prêmio recorde da Mega-Sena, de 211 milhões.

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