Grupo que controla a Unimed-Campos há oito anos, quer mais…

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O Somos Online, que nunca se omitiu diante de situações que podem trazer enormes prejuízos à população campista, mostrou parte dos bastidores da administração da mais importante operadora de Saúde da região, a Unimed – Campos (Campos Cooperativa de Trabalho Médico), responsável pela saúde, bem estar e tranquilidade de 48 mil campistas, contando com o trabalho de 511 médicos cooperados e inúmeros prestadores de serviço.

Contra provas não há argumentos legítimos

A reportagem, solidamente alicerçada por documentos, ainda que desatualizados em valores monetários, incomodou fortemente o grupo que controla a entidade e que, atualmente, tenta pela terceira vez se perpetuar com mais um quadriênio no poder da cooperativa em um sistema de rodízio, apenas transferindo entre si os principais cargos daquela entidade, mas mantendo os seus principais mentores.

Falta transparência

Muito diferente do afirmado pela atual direção em seu informe, os dados sobre os atos administrativos, como altos salários, jetons e contratos, principalmente, de aluguéis de imóveis e com profissionais prestadores de serviços de Saúde e de serviços de Nutrição, não estão livremente disponíveis aos cooperados, como deveriam estar, se houvesse a transparência administrativa apregoada.

Muitos dos seus cooperados foram surpreendidos, e ficaram estupefatos, pelas revelações da reportagem do Somos Online, pois é notório que qualquer deles que pretenda ter acesso às informações sobre a sua cooperativa, antes, deverá assinar um contrato de confidencialidade exigido pela atual administração que analisará o pedido para sua posterior aprovação, ou não.

Talvez com as revelações do Somos Online isso tenha mudado, o que seria um passo bastante positivo para a entidade.

Incômodas questões

Muito incomodou aos responsáveis pela Unimed – Campos a questão dos altos salários da direção em contraste com a baixa remuneração das consultas realizadas pelos profissionais médicos cooperados, e a milionária dívida com a prefeitura, que cresceu como “bola de neve” sob a administração do grupo que, atualmente, detém o poder na cooperativa. Uma dívida “herdada”, inicialmente, de 4 milhões de reais que, agora, está alcançando incríveis 41 milhões de reais, bem nutrida e cultivada pela inércia administrativa e seguidos recursos judiciais que apenas protelaram o seu pagamento e levaram à hipoteca de imóvel do patrimônio da entidade, sem uma efetiva busca de solução antes que essa dolorosa ferida tivesse provocado a atual septicemia.

NOTA DO EDITOR

Não se deixe enganar cooperado da Unimed – Campos, as revelações contidas nas reportagens do site Somos Online, um órgão de comunicação independente, apesar de bastante incômodas para os envolvidos, são estritamente profissionais, não denotando opiniões ou favorecimento a algumas das três chapas envolvidas na eleição da Unimed, como quer fazer acreditar o grupo dominante.

Já era de se esperar que, movido pelo desespero causado pelas revelações, e de olho na reeleição, esse grupo que atualmente detém o poder da Unimed tentasse confundir os seus cooperados/eleitores, tentando misturar as simpatias e opiniões pessoais do jornalista Esdras Pereira, em seu PERFIL PESSOAL do Facebook, com uma reportagem solidamente alicerçada em documentos que não foram contraditados pela atual direção da Unimed Campos no espaço colocado à sua disposição pelo Somos Online. (VEJA AQUI)

Muito pelo contrário, houve a sombria opção de bastidores pelo subterfúgio de direcionar suas tentativas de defesa/acusações, com plataforma eleitoral embutida, diretamente aos seus cooperados, sem expor-se ao democrático embate para não correr o risco de ver desmascaradas as suas falácias e narrativas distorcidas, usando a estratégia de tentar se defender de provas documentais, utilizando acusações primárias para desviar o foco dos fatos concretos, uma técnica amplamente utilizada pelos políticos do baixo clero.

Escolham a sua opção

Três chapas disputam a direção da Unimed – Campos, e os eleitores/cooperados têm o direito e o dever de votar naquela que julguem ser a melhor para a sua cooperativa. Exerçam esse direito, mas não se esqueçam de que para seu voto ser útil essa votação deverá ser muito bem fiscalizada, conferindo palmo a palmo e à luz do estatuto da Unimed, quem realmente tem o direito adquirido, no prazo certo, de votar.

Abaixo a composição das três chapas:

Chapa 1

Dr. Leonardo Ferraz, Drª. Cynthia Azeredo Cordeiro, Dr.Felipe Eulálio Baldi Pessanha, Dr. Luiz Fernando Ferreira Sampaio, Dr. Matheus Pessanha de Rezende, Dr. Moacyr Seródio Garcia Paes, Dr. Rodrigo Luna Venâncio, Dr. Telmo Garcia Teixeira Júnior, Dr. Vilson Leite Batista

Chapa 2

Dr. Rafael de Souza Campos Fernandes, Dr.Elmer Rogério Poltronieri Gouvea, Dr. Flávio Berriel, Drª. Helena Glória Petrucci Barbosa, Dr. José Oliveira da Silva Neto, Dr. José Teles de Andrade, Drª. Leontina Célia Louvain Pinudo, Drª. Lúcia Helena de Azevedo Jacyntho, Dr. Márcio Barreto Moreira

Chapa 3

Drª. Adriana Marins, Dr. Eric Serpa, Dr. Marcos Barbosa, Dr. Leonardo Monteiro, Drª. Mônica Manhães, Dr. Philyppe Barreto, Dr. Roberto Fiuza, Dr. Roberto Escocard, Drª. Patrícia Chicrala

Respostas do Somos Online ao Informe do Conselho de Administração da Unimed de 1º de Abril de 2021

1- Perplexidade maior do que a alegada tiveram os cooperados ao tomar conhecimento dos fatos documentados. Obviamente, não revelamos as nossas fontes, um direito legal, em que pese o esforço da Direção da Unimed – Campos em descobri-las. Um esforço mal direcionado e bem maior do que o empregado em remunerar as consultas realizadas pelos seus médicos cooperados com equiparação as outras Unimeds. Isso sim é uma verdadeira “distorção”.

2- Aqueles que frequentam as assembleias da Unimed – Campos reportam que os principais assuntos sempre são deixados para o final, quando muitos cooperados, vencidos pelo cansaço de um dia árduo de consultório ou hospital, já se retiraram e o quórum é mais favorável à situação.

3- Colocar-se agora à disposição para esclarecimentos aos cooperados é um belo gesto, que seria bem mais louvável se fosse rotineiramente realizado.

4- Trabalhar exaustivamente frente à pandemia merece os nossos aplausos, principalmente, aos médicos que atuam na linha de frente, assumindo todos os riscos, longe do conforto de confortáveis escritórios e suas mordomias.

5- Conclamar a todos para votar, após divulgar tópicos de defesa sem apoio de qualquer documento que, ao menos, atenuasse os pouco recomendados fatos mostrados pelo Somos Online, ainda por cima utilizando os meios oficiais administrativos para contatar os cooperados em massa às vésperas de uma eleição, assemelha-se muito a uma campanha eleitoral por cargos públicos. Emblematicamente, esse “Informe do Conselho de Administração” foi emitido no DIA 1º de ABRIL.

Respostas do Somos Online à Nota de Esclarecimento do Conselho de Administração da Unimed de 1º de Abril de 2021.

1- Como afirmar que “não há grupo querendo se perpetuar no poder”, se os “medalhões” se repetem há anos? “Repudia-se também veementemente a afirmação de que cooperados temem retaliações”. Essa resposta pode ser dada pelos próprios cooperados.

2- Se a Unimed é “uma instituição democrática com dados abertos, por que a exigência de contratos de confidencialidade, já que ela, pelo menos em tese, pertenceria a todos os cooperados?

3- A milionária dívida de ISS (41 milhões de reais) com a prefeitura realmente foi iniciada em outra gestão, mas o que justifica a inércia administrativa que a tornou gigantesca? A atual gestão teve mais de dez anos para liquidá-las, negociá-las, parcelá-las. Porque optou por protelá-las deixando que chegassem a esse ponto?

4- Aqueles que frequentam as assembleias da Unimed – Campos reportam que os principais assuntos sempre são deixados para o final, quando muitos cooperados, vencidos pelo cansaço de um dia árduo de consultório ou hospital, já se retiraram e o quórum é mais favorável.

5- “Os termos de confidencialidade são exigidos pelas normas em vigor”. Nenhum cooperado teria que ser obrigado a assinar os tais “termos” se houvesse transparência nas informações da sua cooperativa. Dessa forma, nada estaria oculto nas sombras da burocracia.

6- “Em xeque nosso poder institucional”, essa é uma grande verdade, principalmente, quando se fala em “questões eleitorais”, que podem tirar do poder institucional aqueles que tanto se afeiçoaram a ele.

7- O que expõe negativamente uma cooperativa não são as verdades ditas por órgãos de comunicação, mas sim as atitudes que levaram a elas.

8- Uma “gestão responsável, democrática e ética” evitaria a celebração de contratos de serviços médicos ou de nutrição por valores muito superiores do que os que recebem a grande maioria dos seus cooperados.

9- “Como se trata de uma cooperativa, quanto mais se trabalha nela, ou para ela, mas se recebe”. Basta um pequeno exame de comparação nas horas de labor dos médicos para contestar tal afirmação. Realmente não podemos afirmar, e nem afirmamos, que exista algo de ilegal nisso. Mas, também, não podemos afirmar, e nem afirmamos, que isso seja moral.

10- Concordamos com esse tópico e torcemos para que os cooperados da Unimed – Campos façam uma boa opção na hora de votar na eleição, deliberando com sabedoria sobre o seu destino para que a tradição de ética da cooperativa seja mantida.

11- Realmente, “nesses tempos difíceis e sombrios de enfretamento da pandemia mortal da Covid-19” o ideal seria que os esforços, inclusive e principalmente, os da direção da Unimed – Campos, fossem direcionados para a defesa da vida, ao invés de empreender prepotentes campanhas eleitorais utilizando demagogicamente a pandemia.

Nota da Redação

O Somos Online oferece espaço para explicações da Direção da Unimed, caso as tenha e queira publicá-las.

Leia reportagem anterior AQUI

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