Secretário de Transportes anuncia trem elétrico Rio-Campos

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O Estado do Rio de Janeiro pode ganhar uma rota de trem elétrico de passageiros e de carga entre o Centro do Rio e Campos

Um ambiente de transporte eficaz traduz-se em um melhor desenvolvimento socioeconômico. Por conta disso, o transporte e a logística da Região Leste Fluminense vem sendo questionada e precisa ser repensada e priorizada.

Com esse foco, na quinta-feira (22) o Secretário Estadual de Transportes do Rio, Delmo Pinho anunciou a retomada do transporte de passageiros e carga entre o Rio de Janeiro e Campos, agora com trens elétricos.

O anúncio foi feito na manhã de ontem durante o Fórum Técnico de Transporte do Conleste, em Magé, com a participação de representantes dos municípios do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste), e do Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico e Emprego e Relações Internacionais, Lucas Tristão.

De estação perto da Rodoviária Novo Rio até Campos

Segundo Delmo Pinho, a retomada dos transporte via férrea é parte do Plano Estratégico de Logística e Cargas (Pelc) do Rio de Janeiro, e ideia é que o trem de carga saia de Queimados, na Baixada Fluminense, onde haverá uma área de transbordo da carga do trem para o caminhão. Por outro lado, o trem de passageiros sairá de uma estação, que está abandonada, próximo à Rodoviária Novo Rio e seguirá até Campos dos Goytacazes.

“O governo de Brasília também gostou”

“A linha passará por Magé, Macaé, Silva Jardim e outros para chegar até Campos. O governo de Brasília também gostou do projeto. A vantagem é que, além das melhorias, vamos conseguir trazer o trem do subúrbio até Magé. Esperamos que a licitação saia até o fim do ano que vem”, declarou o secretário de Transportes Delmo Pinho.

Durante o Fórum Técnico de Transporte do Conleste também foram debatidas:

A duplicação da BR-493; a finalização do Arco Metropolitano; a estrada de ferro F-118; a construção da Linha 3 do metrô; o aumento da segurança e a melhoria das rodovias RJ-114 (Itaboraí -Maricá), RJ-116 (Itaboraí – Nova Friburgo – Itaperuna), RJ-130 (Teresópolis – Nova Friburgo) e RJ-142 ou Serramar (Nova Friburgo – Casimiro de Abreu); o aeroporto de Maricá; o terminal Ponta Negra; e a construção de portos.

2 Comentarios

  1. Sinceramente vejo que se não for para fazerem algo moderno e atualizado com o tempo em que vivemos, projetos como esse só virão para criar mais déficits nos cofres já que bem poucos irão utilizá-lo.

    Os caras esquecem que a Supervia sozinha deveria estar transportando hoje pelo menos 1,2 milhão de passageiros dia e não transporta, pois o governo não conseguiu fazer o minimo na infraestrutura férrea e da cidade envolta dela e o prejuízo que ela acumula por isso é monstruoso com a demanda caindo anos após ano. No texto ele cita levar “trem de subúrbio” até Magé, ou seja, não vemos um projeto de trem regional que seria o adequado para o trecho. Ao invés de comprarem trens modernos com locomotivas de última geração que sairia bem mais barato, querem eletrificar todo o trecho que é altamente deficitário. Há muita incoerência ai, eu queria que apresentassem publicamente os estudos feitos, será que pretendem minimamente refazer o leito férreo ou vão utilizar o sucateado existente hoje?

    Eu fico totalmente pé atrás com esses projetos pobres e sem estudos claramente elaborados, cheira a manobra para comerem dinheiro público e iludirem os que os ouvem, pura irresponsabilidade..

  2. Parabéns Issun, suas pontuações não podem e não devem ser desconsideradas.

    Nada impede que as composições sigam com tração Elétrica até Saracuruna e que lá ocorra o acoplamento de uma diesel Elétrica de alta eficiência que conduzirá o trem até os seus destinos…

    Inclusive se forem adquirir carros novos, os mesmos precisam ter a bitola variável como nos trens da Renfe/Talgo eliminando baldeaçoes e desconforto para os passageiros.

    O traçado do trecho existente em bitola métrica precisa sofrer algumas correções para permitir velocidade média alta em trechos hoje críticos.