Rei Arthur delata Witzel como chefe supremo do esquema de corrupção

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Segundo a revista Veja, em sua proposta de delação à Procuradoria-Geral da República, o notório empresário Arthur Soares, mais conhecido com Rei Arthur, aponta o governador Wilson Witzel como o “chefe supremo” do esquema de corrupção para extorquir empresas prestadoras de serviços ao Estado do Rio.

Sabe tudo de corrupção

E de corrupção o “Rei Arthur” entende. Ele foi o maior parceiro do ex-governador Sérgio Cabral na prestação de serviços para o Estado. Atualmente Cabral se encontra preso condenado a mais de 200 anos de prisão por envolvimento em esquemas de corrupção.

40 milhões do Previcampos, malas de dinheiro de Garotinho e caixa 2 de Rosinha e Clarissa

Na gestão Rosinha Garotinho, cerca de R$ 40 milhões do Previcampos foram investidos em um hotel seis estrelas LSH na Barra da Tijuca, do qual um dos principais sócios era o “Rei Arthur”, o amigo oculto de Garotinho.

Ainda, segundo o conceituado jornalista Lauro Jardim, na delação que empresário Arthur Soares, o “Rei Arthur”, negociou com o Ministério Público, além das três malas com 10 milhões que Garotinho teria pedido para ele guardar, pois não tinha onde colocar tanto dinheiro vivo, também figuram a esposa Rosinha e a filha Clarissa, que teriam recebido doações para caixa 2 para as suas campanhas eleitorais.

Delação nos Estados Unidos

Enquanto isso, o “Rei Arthur” segue em liberdade, procurado pela Lava Jato. Foragido desde 2017 e constando na lista de procurados da Interpol, o empresário Arthur Soares, conhecido como Rei Arthur, foi preso no dia 25 de outubro de 2019, em Miami, nos Estados Unidos, onde levava uma vida de alto luxo.

Mas o empresário ficou apenas algumas horas detido. Ele pactuou uma delação premiada com as autoridades americanas assumindo ter participação no esquema de compra de votos para escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016.

Seria de 20% a 30% de propinas no esquema de Witzel

Em sua proposta a PGR, o “Rei Arthur” acusa Witzel de atrasar pagamentos para criar dificuldades e vender facilidades por pagamento de propinas. Segundo Arthur, o mega o estratagema rendeu cerca de R$ 30 milhões em menos de um ano, cobrando ágio de 20% a 30% do total da dívida para liberação dos pagamentos.

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