Raquel Dodge quer condenados da Chequinho na cadeia

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Condenados a cadeia na Chequinho, o mega esquema de compra de votos com dinheiro público utilizando o programa social Cheque Cidadão, vão passar o fim de ano com um bom motivo de preocupação.
A procuradora geral da República Raquel Dodge apresentou recurso contra aquele salvo conduto/habeas corpus concedido pelo ministro Ricardo Lewandowski, contra toda a jurisprudência firmada pelo STF de prisão após condenação em segunda instância.
Estão no fio da navalha: Ozéias Azeredo Martins, Miguelito; a ex-secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social Ana Alice Ribeiro Lopes Alvarenga; e a ex-coordenadora do Cheque Cidadão Gisele Koch, que foram condenados a cinco anos e quatro meses por associação criminosa e corrupção eleitoral. Sentenças que ainda não foram cumpridas apenas por conta do estranho habeas corpus.
Segundo a procuradora, a decisão “contamina o exercício jurisdicional dos demais órgãos do Poder Judiciário”… “Ocorre que essa decisão judicial, por via oblíqua, acolheu o pedido dos impetrantes sem, todavia, ouvir-se previamente o Ministério Público Federal, apesar do seu nítido interesse no caso e da sua relevância social”… “Na prática, o MPF foi surpreendido pela decisão, sem que tivesse tido qualquer oportunidade de defender sua posição, com violação do devido processo legal a unidade e a previsibilidade do sistema jurídico”… “Afetando a confiança da população nas instituições, pois o ministro não justificou o motivo de ir contra a jurisprudência do Supremo”.

Caso o recurso seja acolhido, Papai Noel pode chegar atrasado para essa turma, mas virá de camionete preta com PF escrito em letras douradas

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