Rafael consegue 180 dias sem pagar venda do futuro dos Garotinhos para combater epidemia  

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O recurso da venda do futuro é muito importante neste momento para ser empregado nas ações de enfrentamento ao coronavírus

Uma liminar concedida pela 1ª Vara Federal de Campos levando em conta a epidemia da Covid-19 e as ações necessárias para a sua prevenção, contenção, combate e mitigação, suspendeu por 180 dias o pagamento das parcelas do estranho empréstimo “venda do futuro” efetuado pela ex-prefeita Rosinha Garotinho

A Prefeitura de Campos obteve decisão favorável para a suspensão, por 180 dias, do pagamento das parcelas do empréstimo chamado “venda do futuro”. Também foram suspensos os parcelamentos de dívidas com INSS, FGTS e Pasep. A liminar concedida pela 1ª Vara Federal de Campos levou em conta a situação da Covid-19 e as ações necessárias para prevenção, contenção, combate e mitigação da pandemia.

Para entender o tamanho da conta

O município de Campos, nos anos de 2015 e 2016, no governo Rosinha Garotinho, pegou junto à Caixa Econômica Federal dois empréstimos: um de cerca de R$ 200 milhões e outro de mais de R$ 762 milhões, sendo que do segundo empréstimo ficou com R$ 562 milhões, já que utilizou parte deste segundo empréstimo para quitar o primeiro.

E, como forma de garantia de pagamento, incluindo os juros, comprometeu os futuros royalties e as participações especiais em aproximadamente R$ 1,3 bilhão.

Somente com INSS, FGTS e Pasep, o Município desembolsa mensalmente R$ 2,4 milhões. Da “venda do futuro”, todos os meses são 10% do recebido de royalties e Participações Especiais.

Recursos para combater coronavírus

— Mais um grande trabalho de nossa procuradoria. O recurso não é suficiente, mas é muito importante neste momento para empregarmos nas ações de enfrentamento ao coronavírus. O que é possível fazer nós, enquanto gestão municipal, nós estamos fazendo — ressaltou o prefeito Rafael Diniz.

O procurador-geral José Paes Neto também falou sobre a liminar. “Trata-se de uma decisão responsável, que permitirá ao município reverter importantes recursos para o combate à Covid-19” explicou.

O subprocurador geral, Bruno Glória acrescenta: “a decisão tem como fundamento entendimento do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu o pagamento das dívidas dos estados de São Paulo e Bahia e representa importante avanço no combate ao coronavírus”.

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