Quaresma: tempo de reflexão, penitência, e conversão

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Quaresma: tempo de reflexão, penitência, e conversão

Os católicos estão vivendo o período de 40 dias da Quaresma, 01/3/ a 13/4/2017, da Quarta-Feira de Cinzas ao Domingo de Ramos, mas muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que realmente esse período representa.

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Além disso, a Quaresma antecede a principal celebração do cristianismo: a Páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo, este ano, sob tema “A Palavra é um dom. O outro é um dom”, que é comemorada no domingo e praticada desde o século IV. Neste período, Igreja busca mostrar aos católicos o que fez Jesus em seus últimos momentos de vida.

A mensagem 2017
A mensagem 2017

Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, é feito entre os católicos um esforço para recuperar o ritmo e o estilo de verdadeiros fiéis, que devem viver como filhos de Deus. A cor litúrgica dessa fase é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal.

A quaresma é um período de busca de conversão, dedicado à reflexão e à oração. Este retiro oferece meditações bíblicas diárias para que este tempo seja bem vivido por todos os cristãos.

A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Nesta, é falada dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito.

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A Páscoa judaica

A Páscoa judaica rememora a libertação dos judeus do Antigo Egito.

De acordo com o calendário judaico, em Israel, no Oriente Médio, já é primavera e foi nesta estação que os judeus deixaram de ser escravos no Antigo Egito. É esta libertação que eles comemoram durante o Péssach, a Páscoa dos judeus.

A mesa arrumada e a casa limpa são regras para a ceia da Páscoa numa casa de judeus. A cerimônia é conduzida, sempre, pelo chefe da família, com velas sendo acesas após a oração. O vinho é servido nas taças por quatro vezes, cada uma, com um significado próprio.

Cada alimento também tem um simbolismo diferente e lembra o sofrimento do povo judeu escravizado no Egito. O pão ázimo, feito só de trigo e água, sem fermento, é tradicional nessa cerimônia e representa a pressa dos escravos judeus ao fugirem do Egito. “Nós narramos durante a cerimônia toda a trajetória desde a escravidão até a libertação e o êxodo no deserto”, dizem os judeus

Tradição

A prática da Quaresma católica data desde o século IV, quando se dá a tendência a constituí-la em tempo de penitência e de renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do oriente, a prática penitencial da Quaresma tem sido cada vez mais abrandada no ocidente.

Veja abaixo a mensagem de Quaresma do Papa Francisco:

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.

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