PF faz operação na residência oficial de Witzel para apurar desvios na Saúde do Rio

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A Polícia Federal realizou a Operação Placebo, na manhã desta terça-feira (26/05), no Rio de Janeiro. O objetivo da ação é apurar indícios de desvios de recursos públicos destinados ao atendimento do estado de emergência de saúde pública devido ao novo coronavírus.

Os agentes cumpriram 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Um dos alvos da operação foi o Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador Wilson Witzel.

Corrupção na Saúde do estado

As investigações apontam a existência de um mega esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores de alto escalão do sistema de saúde do estado do Rio. Saiba mais AQUI.

Parte da denúncia envolve Witzel e a primeira dama

Depoimento de ex-subsecretário Gabriell Neves deu partida à Operação Placebo

Após o depoimento do ex-subsecretário estadual de Saúde, Gabriell Neves o Superior Tribunal de Justiça expediu os 15 mandados de busca e apreensão que geraram a operação em endereços ligados ao governador Wilson Witzel na manhã desta terça-feira (26).

Ex-Sub diz que ex-secretário sabia de tudo

Exonerado e preso por suspeita de comandar irregularidades em contratações de serviços sem licitação para o combate ao coronavírus, o ex-secretário-executivo estadual de Saúde do Rio de Janeiro Gabriell Neves responsabilizou seu ex-chefe, o ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, por ter feito todos os acordos emergenciais da pasta. Veja AQUI

Pastor Everaldo

Gabriell Neves, que é advogado, centralizava todas as compras realizadas pela secretaria estadual de Saúde, pasta com influência de Pastor Everaldo Dias Pereira, lançado por Garotinho e dono do PSC, partido de Witzel. Neves começou no cargo no início de fevereiro deste ano por indicação do ex-secretário Edmar Santos. Saiba mais sobre o Pastor Everado Veja AQUI

Até a primeira dama está sendo investigada

A Polícia Federal cumpriu mandados vários em endereços relacionados a Witzel, a primeira-dama Helena Witzel, a Gabriell Neves e ao ex-secretário de Saúde Edmar Santos.

Durante cerca de 3 horas agentes da Polícia Federal esativeram no Palácio Laranjeiras, residência oficial de Witzel, de onde saíram levando malotes.

Em nota, o governador Wilson Witzel nega e reponsabiliza bolsonaristas por operação

Nota de Witzel

“Não há absolutamente nenhuma participação ou autoria minha em nenhum tipo de irregularidade nas questões que envolvem as denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal. Estranha-me e indigna-me sobremaneira o fato absolutamente claro de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais nos últimos dias uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra limpidamente que houve vazamento, com a construção de uma narrativa que jamais se confirmará. A interferência anunciada pelo presidente da república está devidamente oficializada. Estou à disposição da Justiça, meus sigilos abertos e estou tranquilo sobre o desdobramento dos fatos. Sigo em alinhamento com a Justiça para que se apure rapidamente os fatos. Não abandonarei meus princípios e muito menos o Estado do Rio de Janeiro”, afirmou o governador em nota.

Nota da Polícia Federal

Polícia Federal deflagra a Operação Placebo para apurar indícios de desvios de recursos públicos

Investigações realizadas por autoridades do Rio de Janeiro apontaram irregularidades na aplicação dos recursos destinados ao estado de emergência de saúde pública decorrente do COVID19

Brasília/DF – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (26/05), a Operação Placebo que tem por finalidade a apuração dos indícios de desvios de recursos públicos destinados ao atendimento do estado de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (COVID-19), no Estado do Rio de Janeiro.
Elementos de prova, obtidos durante investigações iniciadas no Rio de Janeiro pela Polícia Civil, pelo Ministério Público Estadual e pelo Ministério Público Federal naquele estado foram compartilhados com a Procuradoria Geral da República no bojo de investigação em curso no Superior Tribunal de Justiça e apontam para a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do Estado do Rio de Janeiro.
Estão sendo cumpridos 12 Mandados de Busca e Apreensão nos estados de São Paulo/SP e Rio de Janeiro/RJ. Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça – STJ.

Comunicação Social da PF
61 – 2024 8142

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