Óleo da Venezuela, navio grego, prejuízo brasileiro

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A Polícia Federal afirmou, nesta sexta-feira (1), que um navio grego é o principal suspeito pelo derramamento de óleo que contaminou mais de 250 praias do Nordeste.

Óleo veio da Venezuela

A embarcação atracou na Venezuela no dia 15 de julho, e lá ficou por três dias. Depois, o barco seguiu para Singapura, vindo a aportar na África do Sul. O derramamento teria acontecido durante esse translado, a 700 quilômetros da costa brasileira, entre os dias 28 e 29 de julho.

Operação Mácula da PF e Interpol

Ainda não há informações sobre quem abasteceu o barco na Venezuela. O óleo contamina as praias nordestinas há semanas e já atingiu 286 localidades em 98 municípios nos nove estados da região.

Para apurar as responsabilidades, foi deflagrada a Operação Mácula, da Polícia Federal com a Interpol que cumpre mandados de busca e apreensão em endereços em sedes de representantes e contatos da empresa grega, no Rio de Janeiro.

Seguindo os rastros

O inquérito policial teve acesso a imagens de satélite que partiram das praias atingidas até o ponto de origem das manchas, de forma retrospectiva.

Além disso, o sistema de rastreamento da embarcação confirma a passagem pelo ponto de origem do óleo, após ter atracado na Venezuela – país desenvolvedor do petróleo derramado – ao seguir viagem para a África do Sul e Nigéria.

O navio suspeito, segundo a Marinha, ficou detido nos Estados Unidos por quatro dias devido a “incorreções de procedimentos operacionais no sistema de separação de água e óleo para descarga no mar”.

Segundo os procuradores da República Cibele Benevides e Victor Mariz, “há fortes indícios de que a [empresa], o comandante e tripulação do Navio deixaram de comunicar às autoridades o vazamento/lançamento de petróleo cru no Oceano Atlântico”.

Mandados de busca e apreensão no Rio

As investigações foram realizadas de forma integrada com Marinha, Ministério Público Federal, Ibama e as universidades Federal da Bahia (UFBA), de Brasília (UnB) e Universidade Estadual do Ceará (UEC), e uma empresa privada do ramo de geointeligência também auxiliou na operação.

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