O Mercado Municipal, um patrimônio de todos os campistas, será sufocado pelo “monstrengo”

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“O Mercado Municipal de Campos é uma edificação dos anos 1920, com sua arquitetura inspirada no conceito do Mercado Central de Paris, projetado por Victor Baltard. A escolha do local se deu pela facilidade do embarque e desembarque de mercadorias pelo Canal Campos-Macaé, onde navegavam embarcações. O Canal drenou as águas da Lagoa do Furtado, parte dela sendo aterrada, possibilitando que o Mercado se instalasse onde está hoje” (Edmundo Siqueira/Folha da Manhã)

Absurdo perpetuado pelo populismo rosáceo

O prefeito Wladimir Garotinho marcou o reinício das obras do “Camelódromo” para segunda-feira (28), apesar da placa da obra alardear “Reforma do Shopping Popular Michel Haddad, na realidade está sendo construído um “camelódromo” totalmente novo e muito maior do que foi demolido, ocupando o que um dia foi o canteiro central da Rua Barão de Amazonas, na prática vai privatizar para alguns um bem de toda a população campista.

Local totalmente inadequado

Pior que isso, para atender à visibilidade do populismo eleitoral do grupo rosáceo, o novo “monstrengo” está sendo construído em local totalmente inadequado encobrindo totalmente o Mercado Municipal de Campos, um valioso patrimônio histórico e arquitetônico da cidade e estreita drasticamente a Rua Barão de Amazonas (vejam a foto).

O estreitamento de uma via pública do centro de Campos para atender ao populismo eleitoral

Populismo de mãe para filho

As obras do novo “Camelódromo” começaram em 2014, durante a gestão da mãe do atual prefeito, Rosinha Garotinho (Pros). Em meados de 2016, já com o prazo inicial ultrapassado, Porém, a gestão da mãe do atual prefeito terminou sem que a obra fosse concluída. Agora o filho se compromete em terminá-la. A retomada das obras desse absurdo mal localizado, pago com dinheiro do contribuinte campista, é uma promessa de campanha de Campanha do prefeito Wladimir Garotinho.

Absurdo milionário pago com dinheiro público

A obra é realizada pelo Consórcio Campista, formado pelas empresas Serven e Gecoplan, no valor de R$ 9.985.938,34, e no projeto consta 447 boxes, vestiários, sanitários, fraldários, praça de alimentação, sala de primeiros socorros e setores administrativos.

O absurdo fica evidente nessa fotografia

Mercado jaz abandonado em decadência

Enquanto Wladimir GArotinho pretende investir recursos milionários da prefeitura em uma obra descabida, que poderá entrar para a história como um dos maiores atentados já perpetuados contra a memória do nosso município, o histórico Mercado Municipal de Campos com a sua bela arquitetura sucumbe ao descaso e se encontra em profunda decadência (vejam as fotos).

Enquanto será gastos milhões no “Camelódromo” o mercado cai aos pedaços

Absurdo oficializado

“Embora seja um prédio tombado, o Coppam autorizou a obra, com sete votos favoráveis e quatro contrários, como demonstra ata de reunião do órgão de 16 de dezembro de 2014. A obra no Mercado Municipal deve seguir não apenas as determinações legais, mas também respeitar seu valor histórico e social. O planejamento urbano, quando bem executado, envolve várias questões, inclusive de saúde pública, e o Mercado é parte importante dele. A edificação, com um imponente relógio compondo a torre de sua fachada, deve ser preservada e servir de educação patrimonial. Mas, também se deve atentar para o entorno do Mercado, pelo conjunto de equipamentos e instalações, um marco de Campos, conquistado no início do século passado.” (Edmundo Siqueira/Folha da Manhã)

Com a palavra o Ministério Público do Rio de Janeiro

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