Meio ambiente respira melhor sem 4,3 bilhões de sacolinhas plásticas

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Mesmo que dê muita vontade de reclamar na boca dos caixas de supermercados, os benefícios ao meio ambiente trazidos pela Lei (8.473/19), que estabeleceu as novas regras de substituição das sacolas plásticas tradicionais nos supermercados pelas retornáveis em todo o Estado do Rio de Janeiro são inegáveis.

A lei chega aos seus dois anos de existência com a marca de ter tirado de circulação 4,3 bilhões de sacolas plásticas neste período.

Novos hábitos, mais educados…

A restrição às sacolinhas vem, aos poucos, mudando os hábitos dos consumidores. Pesquisa realizada pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) com 510 consumidores entre os dias 18 e 21 de junho, revela que 70% não utilizam mais a sacola plástica para embalar as compras. Ou seja, 07 em cada 10 clientes, levam bolsas retornáveis ou utilizam caixas de papelão para levar os produtos pra casa.

Ainda de acordo com a pesquisa, quase 90% dos entrevistados disseram que conhecem os impactos das sacolas no meio ambiente. “Ainda não tirei o plástico 100% do meu dia a dia. Principalmente na parte de frutas e verduras. Mas, entendo que precisamos diminuir o consumo das sacolas”, disse uma das consumidoras entrevistadas.

Segundo a ASSERJ, os supermercados do Rio deixaram de distribuir 4,3 bilhões de sacolas plásticas neste período de dois anos.

“Nunca tantas sacolinhas foram retiradas de circulação no mercado brasileiro em um intervalo de tempo tão curto”, afirmou Fábio Queiróz, presidente da Associação.

A meta é reduzir a distribuição de sacolas em até 70%

No primeiro ano a redução chegou a um total de 2 bilhões a menos de sacolas plásticas distribuídas pelas redes associadas. Já no segundo ano foram mais 2,3 bilhões retirados de circulação. “No primeiro ano da lei, tínhamos que reduzir em 40% a distribuição ao consumidor e atingimos os 50%. No segundo ano, chegamos a 58% de sacolas plásticas a menos no meio ambiente. A partir do segundo ano, é acrescentado 10% até o quarto ano, ou seja, nós precisamos, em quatro anos, reduzir a distribuição de sacolas em até 70%. Acreditamos que vamos conseguir isso bem antes, especialmente pelos resultados identificados na pesquisa”, comenta Fábio.

Entenda a Lei

Desde 26/06/2019 os supermercados de grande porte disponibilizam apenas as novas sacolas, produzidas com mais de 51% de fontes renováveis, a preço de custo, não havendo lucro para os lojistas. Já a Lei 8.472, publicada no dia 15/7/2019, determina que os estabelecimentos comerciais do Estado do Rio de Janeiro deverão reduzir, progressivamente, o número de sacolas plásticas disponibilizadas ao consumidor, sendo: na proporção de 40% no primeiro ano de vigência da Lei e 10% nos anos subsequentes até o 4º ano. A norma revoga também a Lei 1.299, de 28 de abril de 1988, que determinava a entrega de embalagens para acondicionamento de produtos adquiridos pelos consumidores, nas compras acima de 03 kg (três quilos).

Pode cobrar sacolinha plástica?

“Os supermercados só podem cobrar pelas sacolas biodegradáveis sem a marca da empresa, de forma que o consumidor não faça uma publicidade ou propaganda. A norma também exige que, caso optem em manter sua logomarca estampada na sacola plástica, os supermercados deverão fornecê-las de forma gratuita a seus clientes.”

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