Juízes vão ao STF contra a dobradinha Toffoli & Gilmar em defesa de Glaucenir

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Segundo o colunista Ancelmo Gois publicou nessa quinta-feira (19/12): “A Associação de Magistrados do Estado do Rio (Amaerj) estuda entrar no STF contra a decisão do CNJ que afastou o juiz Glaucenir Silva de Oliveira por ter gravado um áudio em que diz que o ministro Gilmar Mendes havia feito “sujeirada” e “absurdo” ao soltar Anthony Garotinho, em 2017. A reação contra a “dobradinha” Dias Toffoli & Gilmar Mendes é muito grande no Judiciário fluminense”.

Em 22 de novembro de 2016 a Amarej divulgou nota em apoio a Glaucenir

 Nota de apoio da Amaerj ao juiz Glaucenir de Oliveira

A Amaerj (Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro) manifesta seu apoio ao juiz Glaucenir Silva de Oliveira, que vem sendo alvo de acusações infundadas após ter decretado a prisão preventiva do ex-governador do Rio Anthony Garotinho, na última quarta-feira (16).

Desde então, acusações sem fundamento sobre o juiz, com insinuações de suspeição, foram destacadas em blogs e redes sociais com o objetivo de denegrir sua imagem. A Amaerj considera que o magistrado exerceu sua função de acordo com a lei, em atuação isenta e firme.

Juiz eleitoral de Campos dos Goytacazes, Glaucenir de Oliveira revelou ter recebido oferta de propina para evitar a prisão do ex-governador. O TRE-RJ encaminhou expediente ao Ministério Público Federal e à Superintendência da Polícia Federal para que sejam tomadas as providências necessárias.

Ato de Desagravo

A AMAERJ promoveu ato de desagravo ao juiz Glaucenir de Oliveira, no Fórum de Campos dos Goytacazes.

A Amaerj também promoveu um ato de desagravo ao juiz Glaucenir de Oliveira no Fórum de Campos dos Goytacazes, no dia 6 de dezembro, com a participação dos juízes da região e de todo o Estado.

Segundo a Amaerj, o Juiz eleitoral de Campos dos Goytacazes Glaucenir de Oliveira vem sendo alvo de acusações infundadas desde que decretou a prisão preventiva do ex-governador do Rio Anthony Garotinho, na última quarta-feira (16). A Amaerj considerou que o magistrado exerceu sua função de acordo com a lei, em atuação isenta e firme.

Para entender

Em julgamento presidido pelo ministro Dias Toffolli em 3/12, o plenário do CNJ decidiu punir o juiz eleitoral Glaucenir Silva de Oliveira, de Campos dos Goytacazes/RJ, por afirmação em áudio, divulgado nas redes sociais, de que o ministro Gilmar Mendes, do STF, teria recebido propina para conceder liberdade ao ex-governador do Rio Anthony Garotinho. Por maioria, os conselheiros seguiram o voto do presidente do Conselho, ministro Dias Toffoli, para aplicar a pena de disponibilidade ao magistrado. Com isso, Oliveira ficará afastado por dois anos do cargo, recebendo vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.

Vazamento

O áudio postado em grupo de WhatsApp, restrito a magistrados, foi criminosamente vazado em dezembro do ano passado.

Após o ministro Gilmar Mendes ter concedido HC beneficiando Garotinho, o juiz Glaucenir comenta: “A gente é um soldado na linha de frente, né? A gente leva pedrada, leva tiro, enquanto o grande general desse poder Judiciário, que é ele agora, mela o trabalho que a gente faz com sarcasmo, com falta de vergonha. E, segundo os comentários que ouvi hoje, comentários sérios de gente lá de dentro, é que a mala foi grande.”

Vazamento de conversa privada é crime

O Fórum Nacional dos Juízes Criminais (Fonajuc), do qual o juiz Glaucenir de Oliveira é integrante, também foi a público prestar solidariedade ao juiz. De acordo com o Fonajuc, Glaucenir utilizou o seu direito de liberdade de expressão e de pensamento, em um espaço privado e sem qualquer interesse em tornar público o assunto. Segundo o Fórum, o vazamento de uma conversa privada é crime.

Colegas solidários

Em outra demostração de solidariedade, magistrados fizeram uma “vaquinha” para ajudar o juiz Glaucenir Oliveira a pagar uma indenização por danos morais de R$ 27 mil ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

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