Juiz dá prazo de cinco dias para Garotinho colocar tornozeleira eletrônica

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Juiz dá prazo de cinco dias para Garotinho colocar tornozeleira eletrônica

Manda quem pode, obedece quem tem juízo…

Uma nova determinação do determinação do juiz Leonardo Cajueiro, da 2ª Vara Criminal de Campos estipulou o prazo de cinco dias úteis para que Garotinho compareça à Superintendência Geral de Inteligência do Sistema Penitenciário (Sispen), no Rio de Janeiro, para a instalação de tornozeleira eletrônica.

Medidas cautelares & “Relógio de Canela”

A utilização foi determinada como uma das medidas cautelares da decisão anterior, que também bloqueou 18 milhões de reais do casal Rosinha e Garotinho, e o recolhimento domiciliar de Garotinho no período noturno e nos dias de folga, a utilização de tornozeleira eletrônica e a proibição de vir a Campos ou a escritórios de representação no município em quaisquer componentes da federação, proibição de manter contato com testemunhas do processo e suspensão do exercício de função pública.

Como diz o adágio popular: manda quem pode, obedece quem tem juízo. Em sua decisão o juiz adverte:

“Devendo o acusado comparecer à Divisão de Monitoramento Eletrônico do Sispen, na Rua Frei Caneca, no 401, Flamengo, RJ, no horário de 10 às 16h, no prazo de cinco dias úteis para a colocação da tornozeleira eletrônica (…), por analogia, sob pena de revisão da presente medida (…), sem prejuízo das sanções administrativas e judiciais“, diz o trecho da decisão.

O magistrado ainda adverte na decisão: “O réu deverá abster-se de remover, violar, modificar ou danificar de qualquer forma o dispositivo de monitoração eletrônica (tornozeleira) ou de permitir que outrem o faça, devendo, ainda, manter a tornozeleira sempre carregada. (…) O réu fica cientificado de que eventuais transgressões às condições supra estabelecidas, caso restem injustificadas, poderão acarretar a revisão das medidas cautelares impostas“.

Ou vai ou racha

Ou seja, cabe a Garotinho obedecer ou não, sob o risco de sofrer as consequências da desobediência com a “revisão das medidas cautelares impostas”. Em português claro, cadeia…

Frutos da Chequinho

As decisões são provenientes da Ação Penal decorrente do mega esquema de compra de votos na eleição municipal de 2016, em Campos, por meio do programa social Cheque Cidadão, desbaratado pela “Operação Chequinho” da Política Federal.

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