Governo do RJ quer desmontar hospitais de campanha do Estado inacabados

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Estado fala em desmontar “hospital de Waldimir”

Nessa sexta-feira, o secretário de saúde do Estado, Fernando Ferry, durante entrevista a TV Globo, declarou que o estado está estudando alugar leitos da rede contratualizada: “Estou fazendo um levantamento em todas as cidades do Estado para sabe qual é o custo operacional de internações em leitos de hospitais particulares junto com a minha equipe para saber o que é mais viável financeiramente. Se é dar sequência aos hospitais de campanha com menos de 30% das obras concluídas ou se é melhor suspender as obras e alugar leitos em hospitais particulares”.

O secretário de saúde do Estado, Fernando Ferry fala em desmonte dos hospitais inacabados

Tirando o bode da sala…

Ou seja, após enfiar a mãos pelos pés em um escandaloso e nada recomendado contrato milionário superfaturado para construção de seis hospitais de campanha para enfrentamento da pandemia de covid-19 (835 milhões), o governo do Estado agora tenta se esquivar da responsabilidade suspendendo as obras.

“Hospital de Wladimir” começou de pé esquerdo com o local, depois na falta de prioridade

Mas nem precisava suspender as obras, pois a maioria delas está paralisada, como as do hospital de Campanha do Estado em Campos, a um custo de impressionantes 60 milhões, mas que jaz estagnado como a estátua de um grande elefante branco empacado no inadequado local escolhido pelo deputado Federal Wladimir Garotinho e o ex-secretário de Saúde Edmar Santos, contra todas as evidências, sugestões mais viáveis, e repúdio dos moradores e dos empresários locais.

Como fica o alto valor pago adiantado?

Segundo o secretário estadual de Saúde, repetindo o que todo mundo já sabe, o Governo Estadual pagou adiantado 30% do valor contratado para a construção das unidades. Sem explicar como, ou de que forma, ele diz que o montante, e não é pouco, poderá ser devolvido aos cofres públicos.

Como alternativa para o malfadado negócio entre o Governo do Estado e o Iabas, contratado sem licitação, o secretário disse ainda que poderá substituir os hospitais de campanha por aluguel de leitos na rede privada de saúde, o que parece pouco provável, já que os hospitais particulares estão lotados e os hospitais de campanha foram idealizados exatamente para suprir essa carência, prevista com bastante antecedência, mas relegada a segundo plano com a priorização dos milionários hospitais de campanha, uma alternativa que, certamente, traria maiores, digamos…, alegrias, ao governador, e ao seu staff e apoiadores.

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