“Gato” é crime e pode dar cadeia. Furto de serviços prejudica a todos

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Ética, corrupção e jeitinho brasileiro

Em nosso país, é bem conhecida a relação do brasileiro com a ética. Bem conhecida e, infelizmente, deturpada no que se refere a nossa prática da esperteza, conhecida como “jeitinho brasileiro”. O que se percebe, na verdade, é que nem todos têm este tipo de prática, mas que grande parte da população do país apresenta um comportamento ambíguo quando o assunto é a ética.

Cumprir as obrigações apenas por respeito à lei ou por medo da polícia é uma atitude passiva. E passividade gera comportamentos como aceitação da corrupção ou impunidade. O Brasil carece hoje de atitudes proativas em relação à ética, seja na esfera pública ou privada, seja em nossas empresas ou dando o exemplo dentro dos nossos lares.

O furto de serviços como energia, água e sinais é uma prática disseminada por todo o país. Apesar dos esforços e dos milhões de reais investidos pelas distribuidoras no combate dessas práticas nos últimos anos, o problema permanece.

Trata-se de um problema social e cultural que requer políticas públicas acertadas e uma conscientização da sociedade quanto aos malefícios dessas práticas que historicamente têm sido tratadas com excessiva permissividade.

“Gato” é crime e pode dar cadeia

Conhecida como “Gato”, a prática é, na realidade, furto de serviços, como fornecimento de energia elétrica, água e, atualmente, também de sinal de TV por assinatura e internet.

Ligações clandestinas de água, luz, internet e TV a Cabo são furtos, e os autores podem ser condenados a até 08 anos de reclusão.

Energia elétrica

Os “gatos” de energia estão sempre na mira das concessionárias, pois além do prejuízo com o furto em si, as ações ilegais na rede de distribuição também são perigosas e podem causar acidentes fatais, sobrecarregam as redes e provocam constantes interrupções no sistema, comprometendo a qualidade do fornecimento, queima de condutores e de transformadores.

Água

Mesmo com todas as campanhas de conscientização, fiscalização e repressão, os “gatos” de água ainda são bastante comuns.

O perfil do infrator não está relacionado ao seu perfil econômico, ou à região onde mora. Os desvios de água são observados em todas as camadas, e de várias formas, principalmente, na derivação clandestina do ramal que abastece o imóvel, antes do hidrômetro, para impedir o registro do volume integral da água consumida.

Quem viola o hidrômetro, bloqueando o seu funcionamento, também está furtando água e sujeito às penalidades previstas em lei.

Sinal

O furto de sinal, além de crime, e um péssimo exemplo para as famílias, e pode levar os autores para a cadeia, além de lesar todos os consumidores dos serviços, que acabam pagando custos mais elevados, e até os cofres públicos.

O furto de sinal utilizando decodificadores piratas causa uma enorme perda de arrecadação, uma vez que não é recolhido o ICMS.

 

O furto de serviços é um caso de polícia e prejudica toda a população

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