Garotinhos de novo no comando da prefeitura de Campos

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A eleição de Wladimir Garotinho (PSD) como novo prefeito de Campos foi confirmada em decisão colegiada e unânime do TSE colocando o destino e os cofres públicos de Campos novamente nas mãos do clã Garotinho.

O TSE derrubou a decisão do TER deferindo a candidatura do vice-prefeito Frederico Paes, que havia sido indeferida por não ter deixado a direção do Hospital Plantadores de Cana (HPC), dentro do prazo legal.

Perigo de reprise

O Somos Online torce por Campos, para que esse “filme” que irá se iniciar não seja apenas uma reprise do que já se viu em Campos com a prefeitura sob o comando dos Garotinhos.

Denúncia e rombo na gestão da mãe

A última gestão da ex-prefeita Rosinha Garotinho, mãe de Wladimir e sua futura conselheira no governo, como ele, mesmo anunciou, chegou a ser considerada pelo Ministério Público como desastrosa na denúncia por improbidade, onde o promotor Arthur Soares Silva, da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Campos com base nas contas de 2016, reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Câmara de Vereadores.

Na ação, o Ministério Público (MP) pede a condenação ao pagamento de R$ 34,7 milhões em danos morais coletivos, o bloqueio de R$ 44,7 milhões em bens e a inelegibilidade por oito anos. E fala do notório rombo de Rosinha:

“A gestão da demandada foi reconhecidamente desastrosa para o Município de Campos dos Goytacazes, notadamente no ano de 2016, deixando um rombo de mais de R$ 200 milhões para os munícipes”.

A conta

Após ser processada pela Prefeitura para devolver 896 milhões aos cofres públicos, Rosinha e sert denunciada pelo Ministério Público por improbidade administrativa, com base nas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Câmara de Vereadores referentes a sua gestão de 2016, o Ministério Público Estadual, representado pelo promotor Arthur Soares Silva, da 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Campos pede que ela seja condenada ao pagamento de R$ 34,7 milhões em danos morais coletivos, também o bloqueio de R$ 44,7 milhões em bens, e a sua inelegibilidade por oito anos. Leia mais AQUICasinhas de Rosinha levam casal à cadeia

No dia 3 de setembro de 2019, ao pais de Wladimir, Rosinha e Garotinho, foram presos no âmbito de uma operação deflagrada pelo Ministério Público/RJ que investigava superfaturamento de contratos para obras de casas populares em Campos, as famosas “Casinhas de Rosinha”, apontando um suposto rombo de 62 milhões em contratos entre a Odebrecht e a prefeitura de Campos, em licitações que superaram a casa de um bilhão de reais, nos programas “Morar Feliz 1” e “Morar Feliz 1”, durante os dois mandatos de Rosinha à frente da prefeitura de Campos.

As acusações foram feitas nas delações dos executivos da Odebrecht, na Lava Jato, Leandro Andrade e Benedicto Barbosa da Silva, que declararam que as licitações eram montadas para que a Odebrecht se sagrasse vencedora.

Segundo as investigações, a Odebrecht teria pago 25 milhões em propinas através do seu “Setor de Operações Estruturadas”, deixando um prejuízo de 62 milhões para os cofres públicos de Campos.

Como sempre, ele nega e diz ser perseguição política.

Vergonhosa bagagem

O que pode colocar água no chope do grupo rosáceo é a existência de inúmeras condenações contra seus líderes, o casal Garotinho e Rosinha que, juntos, também contabilizam a inesquecível e vergonhosa marca de 08 prisões.

Garotinho tem nove anos, 11 meses e 10 dias de cadeia para cumprir

Na corda bamba, Garotinho, o pai de Wladimir e Clarissa, além de inelegível por ser ficha suja e multiplamente condenado, foge da sentença que o condenou no caso “Chequinho” – a maior compra de votos com dinheiro público que já se ouviu falar – a nove anos, 11 meses e 10 dias de prisão em regime fechado por corrupção eleitoral, repetida 17.515 vezes, associação criminosa, supressão de documento e coação no curso do processo. A decisão que poderá levá-lo direto para o presídio é uma “Espada de Dâmocles” pairando sobre a sua cabeça.

Rombo de Rosinha evaporou a aposentadoria dos servidores públicos

Por outro lado, Rosinha, a mãe de Wladimir e Clarissa, tem a espinhosa missão de explicar o rombo do Previcampos que evaporou a aposentadoria dos servidores públicos com transações financeiras pouco recomendadas, entre elas, o investimento de 40 milhões no hotel de luxo LSH do “Rei Arthur”, na Barra da Tijuca. A dilapidação do PreviCampos levou Rosinha a ser processada pela Prefeitura de Campos, que exige a devolução de 896 milhões de reais aos cofres públicos. Leia mais AQUI

Wladimir cobrará da mãe?

Resta saber se o filho de Rosinha Garotinho, deputado Wladimir Garotinho, agora prefeito eleito de Campos, incluiu em seu plano de governo a cobrança do ressarcimento aos cofres públicos do rombo no Previcampos. Com ele no comando da Prefeitura de Campos, como ficará o processo?

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