Garotinho sem tornozeleira, mas sentença de quase 10 anos de cadeia só aguarda recurso

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Momentaneamente o casal Garotinho se livrou de uma Ação. A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) anulou uma das Ações no âmbito da Operação Chequinho, que desbaratou um mega esquema de compra de votos com o programa social Cheque Cidadão durante a gestão de Rosinha.

O TJRJ decidiu que a competência seria da Eleitoral, para onde o processo agora será enviado. Portanto, não houve absolvição, mas sim mudança de competência para o julgamento da Ação anulando as decisões tomadas pela justiça comum, como a determinação de que Garotinho fosse monitorado com tornozeleira eletrônica e o bloqueio R$ 18 milhões das contas do casal Garotinho.

Sentença de quase dez anos de cadeia só aguarda julgamento de recurso no STF

Antes que a Facção Rosa comemore como vitória essa mudança de fórum, é melhor lembrar que a pesada sentença de Justiça Eleitoral no âmbito da Operação Chequinho que condenou Garotinho a nove anos e 11 meses de prisão, por compra de votos com Cheques Cidadão, continua valendo, apenas está suspensa por liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF, aguardando julgamento de recurso.

MP denuncia Rosinha e Garotinho por desvio de 650 mil para financiar campanha à presidência

Promotor Claudio Calo

Para complicar ainda mais a vida de Garotinho e Rosinha, esta semana eles foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, sob a acusação de terem desviado R$ 650 mil dos cofres públicos do Estado do Rio de Janeiro, na gestão de Rosinha como governadora, para financiar a pré-campanha dele à presidência da República.

Na denúncia: “Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho foram os principais idealizadores e executores do esquema fraudulento, liderando o grupo criminoso (…)”.

Esquema de Ongs terceirizando sem licitação

O autor da denúncia, o promotor Claudio Calo, afirma frontalmente que o casal chefiou uma associação criminosa pra repassar dinheiro do Estado do Rio de Janeiro para a pré-campanha eleitoral de Garotinho.

Segundo o promotor, Rosinha publicou um decreto para que os órgãos estaduais só pudessem contratar funcionários terceirizados através da Fundação Escola de Serviço Público do Estado do Rio, a FESP. Só que, segundo o MP, como a FESP não contava com mão de obra terceirizada suficiente, subcontratava ONGs sem licitação para fornecer funcionários terceirizados.

Essas ONGs, segundo a denúncia, repassavam um percentual do dinheiro que recebiam do governo para empresas de informática de fachada, quem, por sua vez faziam “generosas” doações para o Diretório do PMDB fluminense, à época presidido por Garotinho.

Vitória de Pirro

Com uma crescente lista de prisões e graves sentenças pendentes, o casal Garotinho parece não ter muito o que comemorar apenas pelo desbloqueio 18 milhões, não encontrados pela Justiça, e por não ser obrigado a usar tornozeleira eletrônica.

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