Para evitar desgaste político e de imagem Wladimir retifica decreto mal planejado

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Medidas necessárias, mas em decreto mal planejado…

Como foi alertado ontem, aqui no Somos Online, apesar de necessárias, as medidas protetivas decretadas pelo prefeito Wladimir Garotinho para tentar conter o crescimento exponencial da Covid-19 no município, durante a sua gestão, foram extremamente mal planejadas, provocando forte reação negativa da população campista, do comércio e de entidades de classe, como CDL/Campos e Liga Gastronômica de Campos, obrigando Wladimir – sempre muito preocupado com a sua imagem, apesar de dar o mau exemplo de aglomerar sem máscaras – a retroceder e retificar o seu mal elaborado decreto.

As voltas que o mundo dá…

A grande ironia de tudo isso é que, em 16 de maio de 2020, o então deputado Wladimir Garotinho criticava duramente o prefeito, na época, Rafael Diniz, que tomou as duras medidas necessárias para conter a Covid-19, disparando em seu perfil do Facebook:

“O prefeito de Campos conseguiu criar pânico em uns e esperanças em outros para nada. O seu decreto de lockdown é horroroso como tudo em seu governo. Não altera nada relevante sobre as médias atuais de isolamento. Parece ter sido mais uma tentativa de jogar para a galera.” (Wladimir Garotinho)

Confira o print abaixo:

Protesto na BR101 e na frente da Prefeitura

Na manhã dessa terça-feira, comerciantes e funcionários sob risco de perder os empregos fecharam a BR101 em protesto contra as mal planejadas medidas decretadas por Wladimir, agora visto como “carrasco” da classe que cortejou durante a campanha eleitoral com promessas não cumpridas. Após saírem da BR101, os comerciantes deram seguimento ao protesto em frente à Prefeitura de Campos.

Comerciantes de Campos fecham a BR101 em protesto contra decreto mal elaborado de Wladimir Garotinho

Tropeçando na Covid-19

As críticas recebidas por utilizar dois pesos e duas medidas no enfrentamento da pandemia de Covid-19 obrigaram o prefeito Wladimir Garotinho a retificar, às pressas, o seu decreto de fechamento do comércio, entre outras providências, vistas como um “tropeção na Covid-19”, pela falta de bom senso e de conhecimento de causa em relação às atividades comerciais atingidas.

O que também despertou muita atenção e críticas dos campistas foi a divulgação da fotografia de Wladimir aglomerando (abaixo), no sábado (15), com um grupo de militantes e políticos, em Santo Amaro, sem a utilização de máscaras e sem colocar em prática nenhuma das medidas de proteção que passou a exigir dos campistas no decreto publicado após a festa religiosa da Baixada, que foi realizada sob a imposição de fortes restrições ao tradicional comércio e aos fiéis.

Wladmir Garotinho aglomera sem máscaras e depois decreta fechamento do comércio em Campos

Fica difícil para quem não cumpre as leis impor o cumprimento delas…

Retificando e fiscalizando com funcionários sem pagamento?

A retificação do mal planejado decreto de Wladimir passa a permitir para o comércio em geral o funcionamento interno com portas fechadas e também sistema de delivery.

Além disso, a retificação inclui como atividades comerciais, clubes, outros estabelecimentos congêneres e clínicas de estética. Também os bares, lanchonetes e restaurante foram contemplados com mudanças, como venda no sistema take away (onde o cliente encomenda e vai buscar na porta) até as 23h e tele-entrega (delivery) com horário liberado. Também foi liberado o funcionamento de laboratórios, lava-jatos e óticas.

Restrições nos transportes

Para circulação de ônibus e vans deverá haver a redução de 30% de passageiros, e os táxis e carros de aplicativos deverão manter os vidros abertos.

As medidas preveem que a fiscalização seja feita pelo Departamento de Fiscalização da Secretaria de Vigilância Sanitária e a Secretaria Municipal de Posturas, que poderão exercer seus poderes de polícia sanitária. Resta saber se os funcionários estarão com os seus salários em dia, como prometido por Wladimir durante a campanha eleitoral, para terem tranquilidade para trabalhar…

Mas, segundo Maquiavel escreveu a mais de 500 anos: “o Príncipe não é obrigado a cumprir uma promessa, quando houver cessado o motivo pelo qual prometeu”.

A que ponto chegamos: “alta por mortes”

Segundo o subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde, Charbell Kury, as medidas foram tomadas para preservar vidas e para não chegar ao ponto do colapso na rede de saúde.

“Se não pararmos agora, o sistema de Saúde vai entrar em colapso. As vagas em leitos que estavam ocorrendo não eram porque as pessoas estavam recebendo alta para ir para casa, mas sim porque estavam morrendo, a chamada ‘alta por morte’.”

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