Ex-presidente da Fetranspor diz que deu 4,3 em propinas para Garotinho

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Mais uma vez Garotinho deve estar sendo “perseguido”, como sempre apregoa quando se vê encurralado por acusações de corrupção, recebimento de propinas etc…

Garotinho, Cabral e Pezão juntinhos…

O ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio (Fetranspor) Lélis Marcos Teixeira

Dessa vez, em sua delação premiada, homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio (Fetranspor) Lélis Marcos Teixeira declarou que autoridades fluminenses concederam benefícios fiscais e tarifários ao setor em troca de pagamentos sistemáticos de propina e de doações irregulares para financiar campanhas eleitorais, encabeçando a lista, os ex-governadores Anthony Garotinho (sem partido), Sérgio Cabral (MDB) e Luiz Fernando Pezão (MDB).

Segundo o ex-presidente Fetranspor, o esquema teria envolvido repasses de mais de R$ 120 milhões em 10 anos e impactou o bolso dos usuários de ônibus, com reajuste das tarifas das linhas intermunicipais em 2017, quando a inflação calculada pelo IPCA, foi de 6,99%, mas as empresas obtiveram 14,83% de aumento.

O delator contou que o ex-governador Garotinho teria recebido recursos para suas campanhas por meio de caixa dois. O total repassado a Garotinho teria chegado a R$ 4,3 milhões nas campanhas a deputado (2010) e a governador (2014).

Defesas

A assessoria de Sérgio Cabral divulgou que o ex-governador já prestou depoimento ao juiz Marcelo Bretas admitindo o recebimento de vantagens indevidas e que está à disposição das autoridades. O ex-governador Anthony Garotinho reagiu dizendo que o relato não tem fundamento. Ele afirma que o ex-presidente da Fetranspor agiu por vingança porque, quando comandou o estado, legalizou quatro mil vans e reduziu os preços das passagens de ônibus. O advogado de Pezão, Flávio Mirza, disse que o ex-governador nega, como sempre fez, o recebimento de propina.

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