Empresas de Wladimir em salas de empreiteiro da Caixa D’água que trabalhou para Rosinha e cobra de Rafael

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A conta de serviços não pagos a Hidrolumen no governo de Rosinha está chegando para o atual prefeito Rafael Diniz de forma extremamente irônica. Afinal, antes de se opor a Garotinho como testemunha de acusação nas investigações da Operação Caixa D’Água, o empresário Mauricio Videira Macedo, proprietário de várias empresas, entre elas a Hidrolumen, teve ao menos cinco anos para cobrar as alegadas dívidas agora cobradas, sem contar os muitos anos abrigando, em seus imóveis, duas empresas de Wladimir Matheus, filho de Rosinha e Garotinho, ambos ex-governadores com passagens pela cadeia por conta da citada Operação Caixa D’Água da Polícia Federal. Mas o enredo dessa história ainda é bem mais intrigante.

Confira:

FOLHA DA MANHÃ: “Uma das empreiteiras citadas nas investigações da operação Caixa d’Água – que levou à prisão os ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho em novembro de 2017 – a Hidrolumen Construtora, cobra, na Justiça, uma dívida de aproximadamente R$ 2,7 milhões da Prefeitura de Campos ainda na gestão Rosinha. A mesma empresa foi proibida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de participar de qualquer licitação com o poder público por ultrapassar o limite de doações eleitorais em 2014. Na época, a construtora fez dois repasses de R$ 400 mil para o diretório estadual do Pros, único partido que se coligou com o PR, partido do então candidato a governador Anthony Garotinho, derrotado ainda no primeiro turno.

Na ação judicial que corre na 1ª Vara Cível de Campos, a Hidrolumen cobra do município por valores que, segundo ela, deixaram de ser pagos pela Prefeitura nos contratos das obras de pavimentação e urbanização da Rua Maracanã, no Parque Presidente Vargas (com notas emitidas em outubro de 2016); desobstrução de galerias (de dezembro de 2016), e reforma e manutenção de dezenas de cisternões no município (com notas de 2010, 2011 e 2016).”

SOMOS ONLINE, em 15 de Março de 2018: “Wladimir figura, oficialmente, como proprietário, da Hangar Empreendimentos e da Power Comunicação, instaladas na Rua Gastão Machado 66, sala 406 EDF. CME, um belo centro empresarial perto do Fórum de Campos. Isso, talvez por mera coincidência, como ter sido o mesmo local onde funcionou a contabilidade da chapa da Facção Rosa nas últimas eleições municipais.

O fato é que essa sala onde estão instaladas as empresas que, pelo menos oficialmente, são de Wladimir Matheus, é de propriedade do empresário Mauricio Videira Macedo, proprietário de várias outras empresas, entre elas a Hidrolumen (veja documento abaixo), grande prestadora de serviços para a prefeitura de Campos nas gestões da mãe de Wladimir, a ex-prefeita Rosinha.

Para complicar ainda mais a situação, o empresário Mauricio Videira Macedo, mais conhecido como “Maurição”, era um dos convocados à famosa reunião no Rio de Janeiro, onde Garotinho, segundo os autos da Operação Caixa D’Água, exigiu, aos berros, um milhão de reais de propina de cada um, em um total de cinco milhões, dos representantes de empresas presentes ao encontro. Nessa operação, Garotinho foi acusado de comandar organização criminosa, e ter criado “um sistema permanente e ilegal de arrecadação de dinheiro de empresas que possuíam contratos com o município de Campos de Goytacazes, visando canalizar esses recursos escusos, oficial ou oficiosamente, para campanhas eleitorais.”

Para não esquecer

Outro empresário, André Luiz Rodrigues, delator da Operação Caixa D‘Água, declarou: “Garotinho entrou na sala muito irritado, ficou em pé na cabeceira da mesa e disse que seria breve e que precisava de 5 milhões de reais para a campanha e que era para cada um dos presentes dar 1 milhão de reais”.

Empresas de Wladimir em salas de empreiteiro da Operação Caixa D’água

https://somosassim.com.br/portal/99102-2/

Bom moço

O jovem auto propagado “bom moço” e promissor deputado federal Sr. Wladimir Matheus, vulgo Wladimir Garotinho, precisa ficar mais atento a passos que possam levar a incômodos questionamentos. Essa tóxica promiscuidade entre fornecedores de serviços, administrações públicas e ocupantes de cargos eletivos exige ser fiscalizada bem de perto, e com muito rigor. Que o digam seu pai Garotinho e sua mãe Rosinha, ambos com sérias pendências judiciais por atos que não se aconselha que lhe sirvam de exemplo.

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