Dificilmente Wladimir vai largar mandato de deputado para tentar cargo de prefeito

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Rombo e trabalho duro, combinação infalível contra preguiçosos

Com o pragmatismo de quem ficou rico sem nunca ter trabalho duro, ou ter tido uma carteira assinada na vida, o deputado Wladimir Garotinho cogita desistir da candidatura a prefeito de Campos para não largar o certo, o mandato de deputado com seu generoso salário e benesses, pelo duvidoso cargo de prefeito de uma cidade “no buraco”, como disse a sua própria mãe, a ex-prefeita Rosinha, já que os efeitos do rombo deixado de herança pela administração de Rosinha Garotinho, aliado à vertiginosa queda do orçamento e cortes drásticos nos repasses de royalties e participações especiais, tornaram a administração do município uma tarefa quase impossível, que exigirá muito trabalho e medidas duras, que passam bem longe do populismo da passagem a um real, cheques cidadão, ou da inconsequente contratação de milhares de pessoas em regime de RPAs.

Rejeição ao “Garotinismo” é enorme

O ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos, atualmente preso, com Wladimir Garotinho

Apesar da incansável e cruel campanha difamatória diária posta em ação pelos “soldados” da Facção Rosa, desde o início do governo Rafael Diniz, para tentar impossibilitar ou dificultar a administração municipal, torcendo pelo “quanto pior, melhor”, com fake news, distorções e uma profusão de ofensas que chegam às raias do absurdo, o prefeito Rafael Diniz mantém uma rejeição infinitamente menor do que a de Wladimir Garotinho, sendo um prefeito ficha limpa, trabalhando duro e com um exemplar enfrentamento da pandemia de Covid-19, com medidas acertadas, como a inauguração do providencial Centro de Controle e Combate ao Coronavírus que atua firme no socorro à população campista, enquanto o natimorto Hospital de Campanha do Estado em Campos, articulado pelo deputado Wladimir Garotinho e seus aliados (governador Wilson Witzel e ex-secretário de Saúde Edmar Santos, atualmente preso) veio a óbito sob uma enxurrada de denúncias de superfaturamento, não passando de um elefante branco em forma de gigantesca tenda de lona na entrada da cidade, no antigo terreno da Vasa, cuja cessão foi declaradamente conseguida por Wladimir Garotinho que agora tenta, de todas as formas, se “descolar” dos antigos amigos e aliados.

O governador Witzel e o aliado Wladimir Garotinho

Filho eleito? Pais no comando…

Mas os percalços de Wladimir Garotinho não terminam aí. Além da imagem comprometida por suas pouco recomendadas ligações com um governo do estado que agoniza sob uma saraivada de acusações de corrupção e à beira de um impeachment, é cristalino para os campistas que em um seu eventual governo como prefeito de Campos, o município voltaria a ficar sob o comando de Garotinho e Rosinha, o que de pior poderia acontecer para um município totalmente depauperado pelo seu seguido uso como trampolim político pelos ambiciosos líderes rosáceos.

Poste laranja

Para completar essa estranha equação, caso se concretize a desistência de Wladimir Garotinho e com a impossibilidade de Rosinha ou Garotinho se candidatarem, os líderes da Facção Rosa cogitam lançar – o que na política se apelidou de “poste” – um candidato sem cacife eleitoral, facilmente manipulável, utilizado por políticos com intenções inconfessáveis para tentar atingir os seus obscuros objetivos eleitoreiros.

O joio e o trigo

Resta à população de Campos aguardar que todas as peças sejam colocadas nesse tabuleiro, sabendo que o que está em jogo é o futuro do município que não pode, e não deve, ser novamente espoliado para satisfazer as ambições políticas de terceiros.

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