Desgastado e investigado, Witzel exonera secretário para tentar minimizar danos

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O governador Wilson Witzel exonerou o secretário de Saúde Edmar Santos, aquele que bateu o martelo nos detalhes do Hospital Campanha do Estado em Campos com Wladimir Garotinho, conforme o próprio campista afirma em vídeo ao fim da matéria.

Incomodado com a aproximação das investigações policiais sobre os fortes indícios de fraudes e denúncias de superfaturamento nos Hospitais de Campos do Estado, na manhã desse domingo (17), o governador Wilson Witzel decidiu exonerar o secretário estadual de Saúde RJ, Edmar Santos, com quem (em vídeo abaixo) o deputado federal Wladimir Garotinho diz ter batido o martelo para definir os detalhes da instalação das unidade/Campos, ainda com obras paralisadas e sem data definida para inauguração.

O ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos e o amigo deputado Wladimir Garotinho 

Após posar de “pai da criança”, recepcionar equipe do estado no local da obra, e convocar funcionários, com as denúncias de superfaturamento Wladimir passou a “renegar o filho”, agora, “feio” e tentar dividir a paternidade com outros políticos de Campos.

Operação Mercadores do Caos

O mês começou com o estalido de algemas com a prisão, no âmbito da Operação Mercadores do Caos, do ex-subsecretário estadual de Saúde Gabriell Neves, Gustavo Borges da Silva, Aurino Batista de Souza Filho e Cinthya Silva Neumann, por suspeitas de obtenção de vantagens na compra emergencial de respiradores para pacientes de Covid-19 no estado.

Gabriell diz que secretário Edmar Santos anuía ou determinava

“As compras eram determinadas pelo secretário Edmar Santos ou com anuência dele. Outras pessoas também poderiam, eventualmente, demandar uma necessidade. Mas tudo era feito em consonância com o secretário. Ele avalizava o que era solicitado pelos quadros técnicos”. (Gabriell Neves a Veja)

Indicação de Pastor Everaldo

Gabriell Neves, que é advogado, centralizava todas as compras realizadas pela secretaria estadual de Saúde, pasta com influência de Pastor Everaldo Dias Pereira, dono do PSC, partido de Witzel. Neves começou no cargo no início de fevereiro deste ano por indicação de Edmar Santos.

No passado, Everaldo operava em parceria com o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB) na gestão do ex-governador Anthony Garotinho (PRP), do qual foi subsecretário de Gabinete Civil. E também foi citado em delação premiada por suspeita de receber R$ 6 milhões para favorecer Aécio Neves (PSDB) em debates quando ambos eram candidatos à Presidência, em 2014. Ele sempre negou.

Operação Favorito

Também o empresário Mário Peixoto, ligado ao secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Lucas Tristão, braço-direito do governador Wilson Witzel (PSC), o ex-presidente da Assembleia Legislativa Paulo Melo (MDB), e mais três pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (14), na Operação Favorito, deflagrada em conjunto pelas polícias Civil e Federal.

As interceptações telefônicas realizadas pelos investigadores da Lava Jato, com autorização judicial, mostraram que pessoas ligadas a Peixoto trocaram informações sobre compras emergenciais e aquisições dos hospitais de campanha, tendo como alvo principal as unidades montadas pelo estado, com dinheiro público, no Maracanã, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Casimiro de Abreu e Campos. Contrato vencido pela Organização Social Iabas.

Fortes suspeitas de superfaturamento dos Hospitais. Preço dez vezes superior ao de São Paulo

Inicialmente anunciado com 200 leitos na unidade de Campos, metade deles de Terapia Intensiva, o governo do Estado retrocedeu e decidiu montar um Hospital de Campanha com 100 leitos e apenas 20 deles de UTI.

O mais estarrecedor é que o Hospital de Campanha em Campos, com 100 leitos, está sendo implantado ao custo, considerado astronômico, de R$ 59.600.000,00 por 180 dias de operação.

Preço do Hospital de Campanha de Campos dez vezes superior ao de São Paulo

Wladimir diz que bateu o martelo com o ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos

Apesar da saraivada de críticas nas redes sociais, a opção pelo terreno da antiga Vasa, para montagem do Hospital de Campanha para enfrentamento da covid-19, o pouco recomendado local, estranhamente, foi definido pelo deputado federal Wladimir Garotinho e o secretário estadual de Saúde Edmar Santos, entre um variado leque de opções com estrutura já montada.

Assume paternidade

Nega paternidade

 

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