Coronavírus acaba com a farra dos bares. Postura, PM, GM e Bombeiros vão fiscalizar

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Participam da ação: Postura, Secretaria de Segurança Pública, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e IMTT orientando sobre a recomendação do MP e o novo Decreto da Prefeitura de Campos

A Superintendência de Postura, com apoio da Secretaria Municipal de Segurança Pública, Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e IMTT, deu sequência na noite de sexta-feira (20) à orientação a donos de bares, restaurantes e similares, sobre horário de fechamento às 22h e medidas para evitar aglomeração, respeitando a lotação de apenas 30% da lotação, devido ao risco do coronavírus. Trinta e três estabelecimentos foram visitados pelos agentes, sendo 10 na noite de quinta (19) quando a ação foi iniciada após recomendação da 2ª Vara de Tutela Coletiva do Ministério Público Estadual em Campos. Na noite de sexta, o prefeito Rafael Diniz decretou situação de emergência em saúde em Campos. Confira AQUI o Decreto 33/2020.

9 fechados

De acordo com o superintendente de Postura, Victor Montalvão, 9 estabelecimentos tiveram que ser fechados por terem passado do horário de fechamento de acordo com a recomendação do Ministério Público.

Orientação

– Os responsáveis pelos estabelecimentos acataram as orientações e prometeram colaborar. Na Avenida Nazário Pereira Gomes, em Guarus, também abordamos jovens em aglomerações que se convenceram e foram pra casa. Essa ação é muito importante, pois temos a oportunidade de conversas com as pessoas e explicar sobre os riscos desta pandemia e o melhor é que todos os abordados entenderam e não houve transtornos – frisou.

Bairros

Foram visitados os bairros Tarcísio Miranda, Jóquei Clube, Alphaville, Parque Aurora, Pelinca, Santo Amaro, Parque Leopoldina, Fundão, Km 10 (sentido Travessão). O secretário de Segurança Pública, Darcileu Amaral, avaliou os dois dias da ação em bares e restaurantes.

Concientização

– No geral, neste segundo dia já está bem mais tranquilo, com menos pessoas nos estabelecimentos e também as ruas e praças bem mais vazias. Aos poucos, as pessoas estão se mostrando mais conscientes. As pessoas sabem que nossa intenção é orientar a todos visando ao bem comum, por isso estão compreendendo e começando a colaborar”, acrescentou.

Medidas para enfrentamento da Covid-19

Prefeito Rafael Diniz decreta emergência em saúde em Campos / Prefeito proíbe corte de água e garante aumento de 15% no consumo sem custo extra / Saúde reforça cuidados no atendimento de casos de coronavírus em Campos / Prefeito cria Gabinete de Crise e estabelece normas de prevenção ao coronavírus / Novo decreto da prefeitura para enfrentamento ao coronavírus / HFM e HGG com visitas restritas

Decreto

Na noite de sexta, o prefeito Rafael Diniz decretou situação de emergência em saúde em Campos. Pelo decreto, a partir da próxima segunda-feira (23) está até 5 de abril o atendimento presencial de estabelecimentos comerciais. A medida inclui comércio, bares, restaurantes e estabelecimentos similares.

Estão fora desta medida, farmácias; hipermercados, supermercados, mercados, feiras livres, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, quitandas e centros de abastecimento de alimentos;  lojas de conveniência;  lojas de venda de alimentação para animais; distribuidores de gás;  lojas de venda de água mineral;  padarias; postos de combustível; e bares e restaurantes que funcionem no interior de hotéis, pousadas e similares. Porém, estes estarão abertos apenas para os hóspedes e colaboradores, como forma de assegurar a quarentena.

Atividades internas e realização de transações comerciais por meio de aplicativos, internet, telefone ou outros instrumentos similares e os serviços de entrega de mercadorias (delivery) estão mantidas. Ainda assim, deverão intensificar as medidas de higiene, disponibilizar álcool em gel e informações sobre COVID-19 aos clientes.

Fim de festa

Também está suspenso o funcionamento, pelo mesmo prazo, de casas noturnas e demais estabelecimentos dedicados à realização de festas, eventos ou recepções. As empresas de construção civil deverão operar somente com a sua capacidade mínima necessária.

Por: Edson Cordeiro – Foto: Rafael Peixoto

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