Com medo do TSE, Wladimir abre a carteira e contrata advogado que defendeu Cabral e Eike

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Metendo a mão no bolso

Seguindo os passos do seu pai Garotinho e com medo do TSE, Wladimir Garotinho contratou uma milionária banca de advogados para tentar reverter os efeitos da impugnação da sua chapa nas eleições municipais de Campos, mas esse vultuoso investimento não deve ser problema para ele, considerado o milionário da família, segundo as suas declarações de patrimônio ao TRE.

Relações
O advogado Ary Bergher é muito bem relacionado. O ministro Luiz Fux, atual presidente do STF, esteve presente a sua posse como presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro (Firjan), em 2018.

Os passos de Garotinho

Para defendê-lo nessa questão não acreditou que bastasse o seu assessor e advogado Thiago Ferrugem (condenado no âmbito da Operação Chequinho, a mesma que condenou Garotinho a quase dez anos de cadeia), Wladimir contratou a notória banca de advogados carioca Bertgher & Mattos, liderada pelo advogado Ary Bergher, famoso por ter atuado na defesa de figuras notórias da corrupção organizada, como o empresário Eike Batista e o ex-governador Sérgio Cabral.

Quem não se lembra do famoso e caríssimo advogado Fernando Fernandes que defendeu seu pai Garotinho e foi “demitido” em plena audiência?

Sinuca de bico eleitoral faz Wladimir gastar por conta

O fato que está levando o herdeiro de Rosinha e Garotinho ao desesperado ato de gastar alto com advogados – ele que sempre foi muito contido com o seu próprio dinheiro – é que, apesar de ter sido o candidato mais votado por uma pequena margem no segundo turno, está judicialmente impedido de ser diplomado. Apesar de se auto-declarar prefeito de Campos, ele está na dependência de uma decisão favorável do colegiado do TSE. O que pode ou não acontecer.

Medo de linguiça

Após a sua chapa ter sido impugnada e seu votos anulados sub judice, por problemas de desincompatibilização fora do prazo do seu vice, Wladimir Garotinho aguarda o julgamento da questão na próxima semana pelo TSE, sob a tensão de já ter perdido de 5 a 1 seu pedido de provimento de recurso no TRE. Como diz o velho ditado: “cachorro mordido de cobra tem medo linguiça”, o que levou “Garotinho Jr.” a “coçar o bolso” sem dó nem piedade…

Parecer de jurista

O advogado Marcelo Weick, presidente da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep), analisou o caso de Wladimir. Segundo o especialista em direito eleitoral, a situação do filho de Rosinha e Garotinho não é fácil de ser revertida. “Há o princípio da unidade. Não existe candidato sozinho. O voto é no candidato a prefeito e no vice”, explica Weick, ressaltando que Wladimir poderia ter feito a troca antes. “Ele já tinha conhecimento sobre essa possibilidade e assumiu o risco. Se o indeferimento ocorre após o processo eleitoral, há entendimento nas instâncias superiores da posse sem o vice. Porém, no meu ponto de vista, como o indeferimento foi antes, se não houver a reversão na instância superior, a chapa está contaminada e os dois impedidos”, frisou.
Sobre o argumento usado pela defesa de Wladimir, que cita decisões favoráveis aos candidatos em situação semelhante, ele afirma: “Esses casos são de candidatos que tiveram seus indeferimentos após o processo. Nos casos semelhantes ao de Wladimir, que ocorreram antes da eleição, os julgamentos não são favoráveis”, completou.

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