Cabral diz que esquema de “Oxigênio” da propina já existia nos governos Garotinho

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De tirar o fôlego...

Preso e condenado a mais de dois séculos de cadeia, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral admitiu durante depoimento desta terça (27) a existência de propina de até 1% do valor dos contratos firmados pela Secretaria de Obras do estado. Segundo ele, a propina foi batizada de “taxa de oxigênio”.

Questionado sobre o envolvimento do também ex-governador Luiz Fernando Pezão, que foi secretário de Obras, Cabral afirmou que ele “participava”. “Era beneficiado e me dava satisfação, prestava conta de valores inclusive de terceiros”, disse.

Segundo Cabral, Fernando Cavendish, ex-dono da empreiteira Delta, disse que o esquema já existia nos governos anteriores. “Ajudava nos governos de Garotinho”, disse.

Essa foi de perder o ar. E agora Garotinho?

Respirando fundo

Durante depoimento anterior a Bretas, em abril, o ex-governando Sérgio Cabral já havia citado Garotinho. Segundo aquela delação, o pagamento de propinas pelas empresas de transportes no RJ, teria sido iniciado no governo Moreira Franco (MDB), herdado por Brizola, e depois continuado com Garotinho.

Segundo Cabral, durante as gestões de Garotinho e Rosinha, a coleta de propinas da Fetranspor continuou, sendo supostamente administrada por Jonas Lopes de Carvalho e Augusto Ariston.

Compra de TV e jornal com dinheiro de propina

“Com o dinheiro da Fetranspor, Garotinho comprou a TV Band no Sul Fluminense. Usa uma pessoa chamada Mauro como um testa de ferro, tem um jornal em Campos, O Diário, que é do Mauro, mas, na verdade é dele (Garotinho)”. Declarou Cabral.

Afilhado

O Conselheiro Jonas Lopes assumiu cadeira no TCE por indicação do ex- governador Garotinho, em 2000. Jonas é advogado formado pela FDC, já foi procurador-geral da Prefeitura de Campos nas gestões rosáceas, e presidiu o TCE entre 2011 e 2016.

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