Entidades alertam: Brinquedos piratas – o barato pode sair caro

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A comemoração do Dia das Crianças, a na próxima terça-feira, 12 de Outubro, traz uma preocupação: o aumento nas vendas de brinquedos falsificados, os chamados “piratas”. Eles geralmente não têm procedência comprovada com documentação de fabricante e fornecedor, embora sabidamente a maioria seja procedente do mercado asiático, em especial da China. E também não apresentam qualquer certificação atestando a segurança em sua utilização, como no Brasil que é conferida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO), após rigorosos testes.

Presidente da CDL fala dos riscos para as crianças e da concorrência desleal

– É realmente uma grande preocupação para nós, do mercado lojista formalmente estabelecido, a presença de produtos clandestinos, não apenas brinquedos, mas também outros itens. Nós cumprimos rigorosamente as normas de segurança, recolhemos todos os impostos e sofremos essa concorrência desleal dos vendedores de produtos “piratas”. Além dos riscos ao consumidor, eles também não oferecem praticamente nenhuma garantia quanto a uma troca do produto, caso necessário – destaca o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), José Francisco Rodrigues.

O dirigente lojista lembra que além da concorrência desleal, brinquedos clandestinos são um risco à saúde das crianças. “Muitos possuem na composição altos teores de chumbo, que é um metal tóxico. E tem ainda os brinquedos cujas peças podem se soltar com facilidade com risco de serem engolidas pelas crianças, por exemplo.

Os brinquedos certificados pelo INMETRO não oferecem esses riscos”, destaca o presidente da CDL, lembrando também a grande perda com a falsificação de roupas e calçados imitando marcas famosas, sem pagar por isso.

Presidente da ACIC alerta que o barato pode sair caro

Outro preocupado com a situação é o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (ACIC), Leonardo Castro de Abreu, para quem “o comércio legalizado é ‘bombardeado’ todos os dias com produtos ‘piratas’ de diversas naturezas, como roupas, calçados, bebidas e outros itens”, enumera. “É nesta época do ano que fica nosso alerta na hora de comprar os brinquedos: procurem observar a origem e os selos de garantia, porque, na maioria das vezes o barato pode sair caro, podendo até comprometer a segurança das crianças”, alerta Leonardo.

Dois exemplos, um bom e outro mau

Um “exemplo a não ser seguido” é o da dona de casa Andreia Teixeira, de 43 anos, acompanhada do filho Lucas , de 9, que ainda não haviam escolhido o brinquedo do menino. “Normalmente eu não penso nessas coisas de segurança não. Acabo escolhendo mesmo é pelo preço mais em conta”. Já a caixa de supermercado Lúcia Mendonça, 28, ao lado da filha Thamires, de 5, se mostra mais cuidadosa. “Eu só compro depois de comprovar a origem e a certificação do produto. Se não tiver, não compro”, ensina.

Vista grossa das autoridades

Mas os tradicionais redutos de venda de produtos sem origem em Campos são bem conhecidos e normalmente acabam beneficiados com uma espécie de “vista grossa” por parte das autoridades municipais, que pouco ou nada fazem para coibir a prática. Situação que normalmente é negada por quem cabe fiscalizar, no caso o Procon.

Procon aguarda reclamações para agir

Em nota, sem responder ao Somos Online “se vai realizar ações específicas de combate a produtos piratas no período do Dia das Crianças”, o Procon Campos informa que realiza, constantemente, fiscalizações de combate à pirataria não somente neste período que antecede o Dia das Crianças. O órgão alerta aos consumidores sobre o risco de comprar produtos de origem duvidosa e que os mesmos devem ficar atentos quanto aos produtos com selo do INMETRO, pois este selo comprova a qualidade e fornece a segurança ideal aos consumidores.

Ainda segundo o órgão, toda aquisição, venda ou distribuição de produto pirata ou falsificado é considerada crime, conforme o artigo 184 do Código Penal. Esta semana, em função do Dia das Crianças, o PROCON realizou uma pesquisa em estabelecimentos comerciais para auxiliar, orientar e informar os consumidores quanto às variações de preços de determinados brinquedos. O consumidor que se deparar com a venda de produtos piratas, pode manter contato com o “Fale Conosco do PROCON”, pelo telefone (22) 981752561.

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