Após dizer que proprietário roubou, Garotinho estreou programa na Campos Difusora

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Após cinco prisões e várias condenações, Garotinho volta ao rádio com programa direcionado ao município, de olho na prefeitura de Campos, para tentar trazê-la de volta ao seu controle através do seu grupo político, que tem seu filho Wladimir como pré-candidato. Fazendo o programa à distância, Garotinho conta com a atuação da condenada Linda Mara e participação especial da, também condenada, ex-prefeita Rosinha.

Diz que Barbosa Lemos roubou

O programa “Fala Garotinho”, esteve fora do ar a partir da última das suas cinco prisões, quando estava ao microfone na Rádio Tupi e foi preso ao vivo pela polícia, estreou nesse sábado na rádio campista Campos Difusora, emissora de propriedade do experiente radialista Barbosa Lemos, que foi publicamente acusado por Garotinho de ter roubado o município de São Francisco de Itabapoana:

“Foi um homem (Barbosa Lemos) que faliu a cidade que ele administrou, fez tanta besteira e roubou tanto o povo de São Francisco que ficou até hoje sem poder se candidatar (na época)”… (Garotinho)

Ouça a gravação abaixo:

Garotinho fala de longe…

Garotinho, que faz o programa via telefone do Rio de Janeiro, também está condenado no âmbito da “Operação Chequinho” da Polícia Federal, a  09 anos e 11 meses de cadeia. Em sessão virtual, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou provimento ao seu agravo regimental em mais uma tentativa de suspender a ação penal no âmbito da “Operação Chequinho” que o condenou, em primeira instância, a 9 anos e 11 meses de cadeia.

Risco de ser novamente retirado do ar pela polícia, dessa vez para cumprir pena

A tramitação da ação está liberada e agora cabe ao TRE pautar o julgamento em segunda instância. Caso Garotinho tenha a sua condenação confirmada, após o trânsito em julgado da ação, como foi decidido por Lewandowski, ele deverá cumprir a sua pena de quase dez anos de cadeia em regime fechado.

Também cumpre pena trabalhando no hospício

em uma das suas sentenças, há uma condenação de 2 anos e 8 meses de prisão convertida em multa e prestação de serviços comunitários por calúnia, ao juiz federal Marcelo Leonardo, que obriga Garotinho a trabalhar três dias na semana, durante 3 horas, na biblioteca do Hospital Psiquiátrico da UFRJ, essa sentença o deixou inelegível e abortou a sua candidatura a governador em 2018, por conta da Lei da Ficha Limpa.

Condenado por desvio de fortuna da Saúde maior do que prêmio da Mega Sena

Em 2008 foi aberto um processo, como resultado de uma investigação do Ministério Público sobre doações de empresas para a pré-candidatura de Garotinho entre 2005 e 2006. Segundo o MP, eram empresas de fachada, utilizadas apenas para receber dinheiro desviado da pasta da Saúde, entre 2005 e 2006, período em que sua esposa, Rosinha Garotinho (Patri), era governadora.

Segundo os autos, a secretaria contratou a Fundação Pró-Cefet, que subcontratou 130 ONGs ligadas à igrejas evangélicas coligadas com Garotinho, para assistência médica em comunidades carentes, o que teria facilitado o desvio dos 234 milhões de reais.

Garotinho foi condenado a perda dos direitos políticos e ao pagamento de R$ 2 milhões por danos morais e uma multa de R$ 500 mil.

Recurso negado

Garotinho também teve negado um recurso pedindo anulação do processo no TJRJ que o condenou por desvio de 234 milhões de reais da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro durante a gestão da sua esposa Rosinha como governadora foi negado pelo ministro Gurgel de Faria, do STJ (Superior Tribunal de Justiça.

Condenada na Chequinho atua no programa

Ocupando a bancada física do programa a ex-vereadora Linda Mara Silva, condenada a cinco anos e quatro meses de cadeia no âmbito da Operação Chequinho, que desbaratou o descarado esquema de compra de votos com o programa social Cheque Cidadão pago com dinheiro público da Prefeitura de Campos durante a gestão Rosinha Garotinho.

Rosinha, outra condenada, faz participação especial no programa de Garotinho

Também faz participação no programa, a ex-governadora Rosinha Garotinho, condenada em primeira instância pela Justiça do Rio de Janeiro por improbidade administrativa em razão de fraudes na saúde na época em que comandou o Executivo, com pena de suspensão dos direitos políticos por 8 anos, além da perda de função pública, e ressarcimento de R$ 234 milhões aos cofres públicos do estado; e mais R$ 2 milhões de compensação por danos morais coletivos; e R$ 500 mil de multa civil.

Além de fazer propaganda dos seus doces e bolos, a ex-prefeita Rosinha aproveitou o programa para criticar o ex-aliado governador Wilson Witzel.

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