Agenda da Polícia Federal no governo Witzel segue em frente

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Pastor Everaldo e Witzel

Os estilhaços da última bomba de corrupção que explodiu no governo do Rio de Janeiro continuam atingindo a cidade de Campos, especialmente o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD). Após ter sido citado na denúncia do Ministério Público Federal por intermediários de Mário Peixoto como tendo recebido cargos, o deputado agora vê o seu “padrinho” no governo Witzel, o pastor Everaldo Dias Pereira, na mira do temido juiz federal Marcelo Bretas, da Lava Jato.

Grampos falam em prisão do pastor Everaldo

Na denúncia, durante uma das conversas interceptadas, um intermediário sugere que Bretas não conseguiria pegar o Wilson Witzel, mas que levaria Mário Peixoto ou o pastor Everaldo para a prisão.

Para entender melhor o DNA da questão

O Pastor Everaldo teve a sua carreira impulsionada exatamente por Garotinho. Seu primeiro cargo público veio com a eleição de Garotinho ao governo do RJ, quando foi agraciado com uma nomeação para subchefe da Casa Civil, sendo responsável por ajudar a implementar o primeiro bolsa família do Brasil, o “cheque cidadão”. Depois disso, incentivado por Garotinho, filiou-se ao PSC. Por essa legenda se candidatou e ficou como segundo suplente do senador Jorge Picciani.

Pastor Everaldo e Witzel

Uma figura que tem fugido da mídia como o diabo foge da cruz, atualmente o pastor Everaldo Dias Pereira é presidente do PSC e responsável direto por dois governos que desmoronam: o do Amazonas e o do Rio de Janeiro. Os seus dois pupilos, Wilson Lima e Wilson Witzel estão sendo tragados pelo peso das práticas antigas de Everaldo, de utilizar a máquina pública para grandes negócios. Ao eleger dois governadores no último pleito, no qual ele próprio teve um desempenho pífio como candidato ao Senado, o presidente do PSC ganhou a chave de dois cofres.

Edmar Santos, o “impoluto” secretário de Saúde, foi apresentado a Witzel pelo próprio pastor. O nome escolhido para a saúde seria outro. Só este DNA justifica tudo que vem ocorrendo na pasta, inclusive as prisões.

O sonho de Everaldo de ser o dono do Rio foi retardado por um governo colapsado financeiramente, sem dinheiro para pagar os salários, sem limites morais, com um governador cercado por bajuladores. Para compreender o que está ocorrendo realmente com o Estado, é necessário colocar o holofote no pastor Everaldo Pereira e na sua grande obra. O que o Ministério Público Estadual e, principalmente, o Federal começam a fazer.

Acendendo vela para dois santos

Dentro do grupo de Witzel, há uma divisão entre o pastor Everaldo e o empresário preso ontem, em mais um desdobramento da Lava Jato. Isso já ocorre desde a campanha eleitoral do governador.

Wladimir se “abana” para o lado de Everaldo, como consta em outra conversa interceptada pela denúncia, mas, nem por isso, indícios mostram forte ligação com Mário Peixoto. Ainda na denúncia, fala-se que o secretário de Ciência e Tecnologia, Leonardo Rodrigues, intermediou um encontro entre os dois.

O fato não deve ter agradado ao pastor, que é ligado a família Garotinho desde a década de 90, quando chegou a ser subsecretário da Casa Civil no governo de Anthony Garotinho. De lá pra cá, ambos sempre mantiveram uma grande afinidade. O pastor Everaldo abriu as portas e as janelas para Wladimir se acomodar no governo Witzel.

Apesar de ter visto o pai e a mãe presos algumas vezes, uma queda do pastor Everaldo poderia atrapalhar ainda mais os planos do deputado para com o município de Campos.

O que pode ser avalizado pela consulta da sua irmã Clarissa Garotinho ao TSE, se diante da pandemia ainda haveria dilatação do prazo para mudança de domicílio eleitoral.

Confira as transcrições

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