Pena premiada: Jonas Lopes fica longe da cadeia, em sua fazenda

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Jonas foi condenado a ficar em sua bela Fazenda Josan, em minas Gerais

Nessa sexta-feira (22), o advogado campista e delator, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio, Jonas Lopes de Carvalho Júnior, fiel escudeiro de Rosinha e Garotinho, foi condenado a 7 anos de prisão pelo juiz federal Marcelo Bretas, na ação penal gerada pela Operação Quinto do Ouro, que trouxe à tona um mega esquema de corrupção no TCE.

Jonas Lopes e Jonas Neto, pai e filho no mesmo esquema de corrupção e propinas

Além de Jonas, seu filho, o advogado Jonas Lopes Neto, também foi condenado a três anos de prisão, convertidos em prestação de serviços à comunidade.

Jonas foi condenado pelo juiz Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, pelos crimes:

*Corrupção passiva

*Lavagem de dinheiro

*Evasão de divisas

*Organização Criminosa

Pai e filho também terão de devolver à Justiça R$ 13,3 milhões – valor correspondente ao perdimento dos valores ilícitos, inclusive aqueles mantidos em depósito no exterior.

Nas mordomias da fazenda em Minas Gerais

Ficar na bela Fazenda Josan foi um grande prêmio para Jonas

Como prêmio por sua delação, que muitos consideraram seletiva, a sentença do juiz federal Marcelo Bretas deixa Jonas Lopes bem longe da cadeia e prevê que ele cumpra apenas 1 ano e meio de prisão domiciliar no conforto da sua bela Fazenda Josan, em Além Paraíba, em Minas Gerais, com monitoramento eletrônico, seguido de dois anos e seis meses de prestação de serviços à comunidade, durante 15 horas semanais, e outros 3 anos em regime aberto. Nada que represente um sacrifício.

A pena suave segue o acordo de delação premiada que Jonas Lopes de Carvalho acertou à Procuradoria Geral da República.

Apesar de ainda deixar muitas dúvidas no ar, a delação de Jonas Lopes foi considerada decisiva para as investigações da Operação Quinto do Ouro, que colocou 5 dos 7 conselheiros do TCE-RJ na cadeia. Apesar de terem sido soltos após poucos dias, eles continuam afastados de suas funções por ordem do Superior Tribunal de Justiça.

Ainda não se conhece o teor integral da delação de Jonas Lopes de Carvalho, mas espera-se que ela justifique a condescendência da justiça na pena aplicada a Jonas.

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