Delegada “Bomba” com mesmo advogado de Garotinho que adoece perto de audiências

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A delegada Federal Carla Dolinski, autora de denúncias em 2016 sobre a Operação Chequinho, arquivadas em 15 de janeiro pelo desembargador Carlos Santos de Oliveira e requentadas como “Bomba” por Rosinha e Garotinho, e, também, convidada por Garotinho para ser sua testemunha de defesa, dessa vez na Operação Caixa D’água, o que foi negado pela Justiça, na semana passada, ingressou com um pedido de Habeas Corpus no TRE, com liminar, reclamando do indeferimento de algumas testemunhas de defesa na Notícia Crime em que é noticiada Nº 0000002-37.2017.6.19.0098.

Pedido de Habeas Corpus

O pedido de Habeas Corpus é assinado pelo Dr. Carlos Fernando dos Santos Azeredo, o mesmo advogado de Rosinha e Garotinho, nomeado em agosto de 2017.

Até aí nada demais, não é proibido, apenas, digamos, estranho…

Rosinha Garotinho e a delegada Carla Dolinski

Experiente na área

Dono de larga experiência na área em que atua, Dr. Carlos Fernando dos Santos Azeredo é policial Civil aposentado, e também já foi advogado em diversos processos do notório ex-chefe de Polícia Civil do Rio, Álvaro Lins. Ele também atuou incansável na prisão de Rosinha e Garotinho.

Dr. Carlos Azeredo na porta da cadeia com Rosinha sendo libertada
Dr. Carlos Azeredo acompanhando Garotinho na saída da cadeia para dar queixa na delegacia de agressão com taco envernizado rosinhana cela

Diabetes

Há pouco tempo uma audiência da “Caixa D’Água” foi adiada na hora por atestado médico enviado pelo Dr. Carlos Fernando dos Santos Azeredo, por diabetes.

Catarata

Esta semana, o Dr. Carlos Fernando dos Santos Azeredo, novamente, pediu o adiamento da audiência de Garotinho e Rosinha na “Caixa D’Água”, marcada para a próxima segunda-feira, dessa vez alegando que irá passar por uma cirurgia de catarata.

“Deslealdade processual”

Mas, dessa vez, o juiz Ralph Manhães, da 98ª Zona Eleitoral de Campos, negou o pedido, e nomeou os advogados Mauro Barbosa Xavier e Roberto Almeida Sá como dativos para Garotinho e Rosinha, para o interrogatório de segunda-feira.

“Neste ponto é que se têm início as condutas deliberadamente procrastinatórias com o fim de evitar o seu interrogatório, sendo que esta é a segunda tentativa de oitiva dos réus em que o mesmo patrono apresenta atestados médicos com validade para a mesma data dos interrogatórios, não podendo ser aceita a tese de mera coincidência. (…) O exame acostado aos autos pelo causídico em tela data de 09/03/2018, ou seja, há mais de oitenta dias, o que demonstra que não existia qualquer urgência neste caso e sua marcação deve ser entendida como ato preparatório para a conduta protelatória, não podendo o judiciário aceitar tamanha deslealdade processual e de forma escancarada” (Ralph Manhães)

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