PreviCampos lidera ranking das investigações de fraudes milionárias em fundos de pensão

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R$ 265,5 milhões do PreviCampos evaporaram

 Fruto da “Operação Encilhamento”, veio a público a íntegra do relatório de 22 de novembro de 2017 da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros, com 264 páginas (Inquérito Policial n.º 004/2017-11 DELECOR/SR/PF/SP Distribuição por dependência ao processo n. 00252-69.2017.403.6181 – 6ª Vara Criminal – Seção Judiciária em São Paulo/SP).

No relatório, são apontados os grupos de empresários e servidores públicos investigados como responsáveis por fraudes milionárias: “grupos formados por empresários e servidores públicos de todo o país com o intuito de praticar diversas condutas delituosas tendentes a fraudar investidores e institutos pertencentes aos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).”

 

Município de Campos está entre os principais suspeitos de fraudes

As suspeitas de irregularidades envolvem vários municípios, e Campos é apontado entre “os principais RPP’s suspeitos de fraudes”.

Entre as suspeitas que mais chamam a atenção, estão investimentos de cerca de R$ 265,5 milhões realizados nos Fundos Illuminati, Tower Bridge, TMJ e Sculptor. Verificou-se que o RPPS aplicou R$ 40 milhões no fundo Tower Bridge, com autorização do Conselho Deliberativo, mas sem apresentação de relatórios produzidos pelo Comitê de Investimentos, nem justificativa da opção por esse ativo.

No fundo Illuminati, o RPPS, apenas de 15/09/2016 a 10/10/2016, aplicou R$ 60 milhões, sendo R$ 20 milhões em 15/09/2016, R$ 15 milhões em 30/09/2016 e R$ 25 milhões em 10/10/2016.

A auditoria realizada apontou que na documentação encaminhada havia evidência de aprovação, pelo Conselho Deliberativo (ata de 06/09/2016), apenas da aplicação no valor de R$ 16 milhões.

As investigações apontam que o Fundo Illuminati é destinado exclusivamente a investidores qualificados e o PreviCampos “no momento da aplicação, não detinha essa condição”.

Além disso, também foram realizados investimentos de R$ 60 milhões no Fundo Sculptor: R$ 24 milhões em 14/09/2016, R$ 16 milhões em 16/09/2016, R$ 15 milhões em 29/09/2016 e R$ 5 milhões em 03/10/2016.

De acordo com a Polícia Federal, o RPPS não encaminhou documentação (ata ou relatório assinados pelo Comitê) que comprovasse a análise da aplicação pelo Comitê de Investimentos, salvo com relação à primeira aplicação de R$ 24 milhões, contudo a Autorização de Aplicação e Resgate não foi enviada.

Solicitação de prisões temporárias e conduções coercitivas dos envolvidos

O documento, enviado à 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, faz parte do inquérito 004/2017, e nele estão sendo solicitadas “a decretação da prisão temporária daqueles cuja participação nos crimes é mais marcante e mais evidente, e a expedição de mandados de condução coercitiva daqueles cuja participação é dotada de menor relevância em relação aos anteriores”.

Nessa atual relação de recomendação de prisões provisórias e conduções coercitivas, não foram relacionados servidores municipais de Campos.

Relatório na íntegra aqui

https://www.conjur.com.br/dl/relatorio-pf-fraude-fundo-pensao.pdf

Leia mais aqui

http://somosassim.com.br/portal/99168-2/

http://somosassim.com.br/portal/rombos-de-fundos-de-pensao-nas-gestoes-rosinha-garotinho-chegam-a-bilhoes/

http://somosassim.com.br/portal/cpi-do-rombo-marcao-quer-repatriar-o-dinheiro-que-foi-retirado-dos-cofres-da-prefeitura-por-ladroes/

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