Garotinho lança candidatura extemporânea e ataca autoridades da Chequinho

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Com vídeo caseiro nas redes sociais, Garotinho lançou a sua campanha ao Governo do Estado

Pelo visto é grande a preocupação às vésperas da sentença na “Chequinho” no apartamento do Flamengo, palco de reunião de emergência entre Garotinho e seus advogados em pleno domingo de feriadão. Do que se discutiu, pouco se sabe, mas muito se imagina, a julgar pelo teor do videozinho produzido ao fim do encontro e divulgado nas redes sociais. Em relação à Chequinho, Garotinho apenas repetiu o desgastado mantra de concluio e perseguição. Mas aproveitou a ocasião para, principalmente, lançar a sua mal disfarçada candidatura a governador e colocar advogados para falar que ele continuará elegível, mesmo se condenado na “Chequinho”.

Campanha extemporânea explícita?

Mal disfarçadamente, Garotinho lança a sua candidatura em vídeo amador, mas bastante revelador
Mal disfarçadamente, Garotinho lança a sua candidatura em vídeo amador, mas bastante revelador

No vídeo, Garotinho lança, mal disfarçadamente, a sua candidatura extemporânea ao governo do estado sob a esfarrapada desculpa de que vai consultar o povo, pois a sua família está sofrendo muito, e muitas pessoas têm questionado se ele vai ou não ser candidato. Mas avisa que essa semana vai ao partido colocar seu nome.

Preocupado em fugir das implicações legais, alega que só vai dar uma decisão em momento oportuno e que só vai falar “sobre esse assunto de forma definitiva quando a legislação eleitoral permitir” (já falando). Alega que o estado está destruído, colocando-se como o “salvador da pátria”, dizendo que “as pessoas precisam saber o que vão fazer, como vão se posicionar”.

Sempre “modesto”, dispara: “Como eu sou um conhecedor da lei, não vou estar hoje aqui fazendo – quero deixar isso bem claro – nenhum tipo de campanha antecipada, isso a legislação veda bem, mas eu quero responder aquela pergunta que todos esperam: ‘você vai ou não vai colocar o seu nome para a disputa eleitoral do ano que vem?’ Pois bem, vocês sabem que a minha família tem resistido muito a essa situação, principalmente, a minha querida esposa Rosinha que, mais que qualquer coisa, me ama…”

“Eu vou responder a essa pergunta: ‘e aí Garotinho, você vai colocar o seu nome?’  Eu vou responder a essa pergunta com a resposta que eu dei essa semana a um grupo de funcionários públicos que procurou…”.

“Eu quero fazer uma pergunta, essa candidatura é minha ou de vocês?

“E todos eles responderam: ‘essa candidatura é nossa. Nós precisamos da sua candidatura para que nossos salários voltem a ser pagos em dia’…

“Se a candidatura é de vocês, cuidem vocês dela”. ‘E o que a gente tem que fazer?’

“Eu digo, hora, se vocês acham que a minha candidatura vai devolver ao estado aquilo que aconteceu quando eu fui governador. Onde nunca um dia eu atrasei o salário de um funcionário. Onde jamais deixei de pagar o 13º, a primeira parcela no meio do ano e a segunda parcela antes do ano virar. Jamais. Onde nós recuperamos o serviço público… Implantamos programas para jovens”.

E por aí foi…

Mal disfarçado

“Então eu disse a eles, ‘se a candidatura é de vocês, ela será posta no momento oportuno. Mas qual é o momento oportuno? Agora vocês façam o trabalho de vocês. Se vocês querem que eu seja um candidato para tirar o estado dessa situação que o seu Sérgio Cabral, o seu Pezão, e essa quadrilha do PMDB e seus aliados colocaram o estado, façam vocês o quê? Eu não tenho nem recursos e, olha, até mesmo aliados foram comprados e hoje estão nomeados no Palácio Guanabara, mais de 70 ex-prefeitos, com salários em torno de 12 a 15 mil reais somente para fazer campanha…”

“Então eu disse a eles, ‘se a candidatura é de vocês, ela será posta no momento oportuno. Mas qual é o momento oportuno? Agora vocês façam o trabalho de vocês
“Então eu disse a eles, ‘se a candidatura é de vocês, ela será posta no momento oportuno. Mas qual é o momento oportuno? Agora vocês façam o trabalho de vocês

Garotinho diz que povo tem preconceito contra ele e avisa que vai colocar seu nome como candidato no partido

“Então disse a eles, e quero dizer agora para vocês: ‘eu vou ao partido na próxima semana, vou lá colocar o meu nome, então deixo na mão de vocês. Vocês agora que falem com o povo, combatam o preconceito que eles têm contra mim. Se fosse pela (sic) minha vontade, eu faria aquilo que Rosinha pede: ‘fique em casa, sai comigo, passeie. Você já deu o que tinha que dar pelo estado’.

Mas eu tenho dito a ela: ‘os funcionários do estado precisam de nós, o povo do estado do Rio de Janeiro precisa de nós’”…

Ventríloquo

Para reforçar o seu nome como candidato, Garotinho convocou um advogado para declarar, no vídeo, que ele não estaria inelegível, mesmo se condenado. O advogado avalizou todas as pretensões do patrão, visivelmente desqualificando as decisões de 1ª Instância.

Garotinho: “Sempre que eu falo aqui que sou candidato, aparecem pessoas que perguntam: o senhor está elegível, o senhor pode se candidatar?”

Advogado: “Ficha limpa. Você nem só é ficha limpa, como eu quero deixar claro que existem algumas pessoa que trabalham com hipótese e especulações. Pessoas inescrupulosas. E até mesmo trabalhando com situações de juiz de 1ª instância, de que isso pode acontecer assim, que isso pode acontecer assado. Essas coisas não têm essa simplicidade. Ela não tem até mesmo quando o candidato é condenado por colegiado… Ela pode até ser suspensa”…

Garotinho: “Sendo assim bastante objetivo, para que o nosso povo que nos acompanha possa entender. Hoje eu não tenho nenhum problema. Ainda que, mesmo sem provas, mesmo com todas as ilegalidades que foram cometidas nessa Operação Chequinho, se esse juiz vier a me condenar, mesmo assim, é uma decisão de 1ª instância, e eu posso ser candidato?”

Advogado: “Pode. Tranquilamente. Não tem absolutamente nada contra você. Não existe isso. Isso não passa de especulação de pessoas que não têm o menor conhecimento jurídico que fica (sic) apenas juridicamente fazendo a crítica pela crítica”…

2º Advogado

Do segundo advogado, apesar de novo, nada se aproveitou para essa reportagem, por ser a apenas a velha repetição dos que os outros seis anteriores cansativamente repetiam sem cessar.

Será campanha ou não?

Se isso não for campanha eleitoral antes da hora, parece muito com campanha, tem cara de campanha e discurso de campanha… Se não for campanha, o que será?

Assista abaixo o revelador videozinho de Garotinho. Uma peça para a Justiça Eleitoral guardar para o futuro

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