Audiência de Garotinho teve de tudo: Cheque Cidadão sem fundos, calote eleitoral e bate boca. Menos ele…

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Colhidos nessa segunda-feira, os vídeos dos depoimentos das testemunhas e as estranhas manifestações dos advogados de defesa na audiência de instrução e julgamento da Ação Penal de Garotinho são bastante esclarecedores, deixando à mostra o modus operandis utilizado pela “Turma do Chequinho” que, acintosamente, comprou votos com Cheques Cidadão pagos com dinheiro público e agora conta com um pelotão de dispendiosos e entusiasmados advogados se revezando para defender os seus integrantes.

Seria muito saudável saber de onde estão vindo os recursos utilizados para prover os honorários, passagens de avião, estadia etc… A transparência nessa questão seria saneadora de quaisquer dúvidas e o site Somos On Line coloca seu espaço à disposição para divulgar a fonte desses recursos, caso a profissional e ética equipe de advogados de Garotinho se disponha a trazê-la à luz.

Nem Fernandes e nem OAB vieram

Apesar do milionário advogado de Garotinho Fernando Fernandes, diante de tantas derrotas, ter pedido um desesperado auxílio à OAB/RJ, nem ele e nem os representantes da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro estiveram presentes. A OAB Campos foi chamada pelo juiz Ralph Manhães.

Por outro lado, o promotor Leandro Manhães solicitou a presença de um representante da Associação do MPRJ (AMPERJ) para fiscalizar o respeito às suas prerrogativas.

Bate boca

Como tem sido recorrente nas audiências da Chequinho, as tentativas de procrastinação da defesa têm gerado bate bocas com o juiz, com pedidos intempestivos, reclamações, e inconvenientes tentativas de interferência na condução da audiência pelo juízo. Nessa segunda-feira, não foi diferente. Mudou o advogado, mas o ensaiado roteiro utilizado pela defesa foi o mesmo.

Relatos chocantes

O que as testemunhas relatam mostra a formação de uma verdadeira “Força Tarefa” trabalhando em regime de mutirão para inclusão de milhares de cadastros de Cheques Cidadão às vésperas das eleições municipais em Campos.

Os relatos nos vídeos abaixo falam de pessoas humildes que foram ao supermercado fazer compras com o Cheque recém recebido e passaram vergonha no caixa por falta de fundos no benefício trocado por votos.

Tem cabo eleitoral responsável por captar pessoas para a distribuição de Cheques Cidadão que foi pago com cheque (bancário) sem fundos.

Tem cabo eleitoral de vereador contando que ele sabia que era irregular e estava preocupado com a família etc.

Tem até filha dizendo que recebeu o Cheque Cidadão das mãos do pai que fazia a distribuição.

Para complicar a vida do líder, uma das testemunhas diz que em uma reunião Garotinho falou que cada candidato teria uma cota de Cheques Cidadão para distribuir.

E muitas outras coisas… Confira abaixo.

D. Rosa Maria tomou um “calote eleitoral” com Cheque Cidadão sem fundos…

Segundo depoentes, conseguiram Cheque Cidadão com “Botequim”, a mando de Miguelito

Testemunha confirma compra de votos com Chequinho:”Eu não vou fazer um benefício para o senhor sem querer nada em troca”, disse ao juiz Ralph Manhães

Assistente Social

Fátima Beiruth: “Jorge Rangel falou que isso era irregular”… “Que Garotinho disse que cada um teria uma cota de Cheque Cidadão”

Outro calote eleitoral de Cheque oferecido por Ozéias que disse ter centenas de Cheques e tinha que votar nele, mas não entregou o dela

Elaine – Assistente Social: Montaram uma “Força Tarefa” para cadastrar

Heloísa Supervisora de Bairro confirmou distribuição de Cheques Cidadão sem análise social

Josiani – Filha de “Botequim” – Confirmou que o Cheque Cidadão era trocado por votos e que o dela recebeu do próprio pai

Letícia

José Ronaldo – Digitador do setor de Cheque Cidadão relatou utilização de codinomes nos envelopes de documentos e formulários

Nilo – “Botequim” – Disse que pegou docuementos para 80 Cheques Cidadão, mas recebeu como pagamento cheques sem fundos de Miguelito, outro calote eleitoral

Lamnentáveis lamentações de advogados da Chequinho querendo procrastinar o processo diante do vislumbre de mais derrotas

Pedidos de mais testemunhas de outro municípios com potencial para atrasar o processo foram negados

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