40 milhões do Previcampos de Rosinha para hotel do “Rei Arthur” na Barra

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Empreendimento foi abandonado pelo Grupo Trump após ser citado em investigação de fundos de pensão temerários

Segundo o secretário de Gestão da Prefeitura Municipal de André Oliveira Campos declarou hoje na Câmara Municipal, em 2016, cerca de R$ 40 milhões do Previcampos foram investidos em um hotel seis estrelas LSH na Barra da Tijuca, do qual um dos principais sócios era o “Rei Arthur”, o amigo oculto de Garotinho, que na delação premiada que está negociando com o Ministério Público, segundo o colunista de O Globo jornalista Lauro Jardim, diz ter guardado para ele 10 milhões de reais em três malas de dinheiro vivo.

Este foi um dos pontos levantados pelo secretário de Gestão, André Oliveira, durante sessão extraordinária realizada na manhã desta sexta-feira, na Câmara de Campos para debater reajuste dos servidores públicos.

—Em 2017, era para a Previcampos estar com um patrimônio de R$ 1,5 bilhão. Mas, aconteceu alguma coisa em 2016 e sumiram R$ 500 milhões. Do que sobrou, quase R$ 500 milhões foram para investimentos totalmente irregulares. Ontem, vimos a imprensa mostrando que o chamado Rei Arthur contou que o ex-governador Garotinho falou que ‘não tinha onde guardar dinheiro de propina’, que estava com três malas com R$ 10 milhões e não tinha onde guardar. Quero falar com você, que é servidor igual a mim, que, em 2016, nós servidores fizemos investimento em um hotel, chamado LSH, na Barra da Tijuca, onde um dos sócios é o Rei Arthur. Este investimento que a Previcampos fez foi em torno de R$ 40 milhões — disse.

André Oliveira também falou sobre as terceirizações que eram realizadas na gestão anterior: A Nova Rio custava R$100 milhões ao ano, Angels custava R$ 32 milhões, outra R$ 11 milhões, Dejund, R$ 18 milhões, Biomedic, R$ 15 milhões. Isso, sem falar, porque já é passível de um inquérito, as terceirizações dos carros. Lumitec, Nova Master e Prime. “Inclusive, os Corollas que eram alugados para atender à prefeita e ao vice-prefeito, que eram R$ 500 mil por ano”, disse.

De frente para o mar

O empreendimento de alto luxo fica localizado de frente para o mar na Rua Professor Coutinho Fróis, 10, no Jardim Oceânico, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, com vista para o oceano e para os morros cariocas, piso de mármore, e com destaque para 11 suítes reais, de 111 a 167 metros quadrados, com piscinas privativas em pátios também exclusivos. A suíte presidencial temquase 300 metros quadrados. Espaços igualmente grandes abrigam locais para eventos, cabanas privativas, clube noturno, spa e academia.

Hotel de luxo no Rio que pertenceu a Trump está no radar da Lava Jato

Publicado em 29 de set de 2017

Emprendimento foi abandonado por Donald Trump por denúncias de corrupção em Fundos de Pensão

Grupo Trump é citado em investigação de corrupção no Rio

Por Blake Schmidt e Michael Smith, da Bloomberg – 15 fev 2017, 17h02

O MPF investiga se o fundo FIP LSH, dono do hotel na Tijuca, subornou dois fundos de pensão estatais em troca de US$ 41 milhões em investimentos

São Paulo/Santiago – Quando Donald Trump retirou seu nome de um hotel na Barra da Tijuca em dezembro, a empresa dele afirmou ser motivada por atrasos no projeto e se referiu à decisão como “faxina normal” nas semanas antes de ele assumir a presidência dos EUA.

As investigações por promotores e parlamentares brasileiros sobre os fundos de pensão que financiaram o projeto pintam uma história diferente.

Em documentos judiciais e entrevistas, os investigadores relatam que, em acordo negociado pela filha Ivanka e pelo filho Donald Junior, a Trump Organization se viu administrando um hotel bancado por personagens escuros, fundos de pensão temerários e — os promotores suspeitam — erguido sobre bases de corrupção.

O Ministério Público Federal investiga se o fundo FIP LSH, dono do hotel, subornou dois fundos de pensão estatais em troca de US$ 41 milhões em investimentos e inflou artificialmente o valor da propriedade (inacabada e onde a reportagem viu prostitutas na entrada em uma visita recente).

Os investigadores também querem saber se a Trump Organization lucrou “por meio de pagamento ilícito de comissões e propinas” aos fundos de pensão, de acordo com documentos judiciais. Ninguém da Trump Organization nem a empresa em si é alvo da investigação.

O MPF questionou até que ponto a Trump Organization fez diligência prévia. O deputado estadual Ricardo Ayres, do Tocantins, que liderou o inquérito sobre o fundo previdenciário para os funcionários do Estado, afirma que Trump deveria ter percebido no que se meteu e saído muito antes.

“É curioso que os Trump aparentavam não saber que o maior negócio deles no Brasil era bancado por um fundo suspeito”, ele disse em entrevista em seu gabinete em Palmas.

Um advogado da Trump Organization, Adam Rosen, disse que foi realizada a diligência prévia no projeto no Rio de Janeiro, como ocorre em todos os empreendimentos de Trump.

“Não tínhamos conhecimento de qualquer irregularidade a respeito do projeto antes do anúncio da investigação”, ele acrescentou.

A LSH Barra afirma que o hotel, agora chamado LSH Barra Hotel, manterá seus padrões de qualidade e buscará parceria com outra marca após o término amigável com Trump, negando que o término seja relacionado à investigação criminal.

A empresa afirma estar colaborando com os promotores.

Saiba mais seguindo links abaixo

https://exame.abril.com.br/negocios/grupo-trump-e-citado-em-investigacao-de-corrupcao-no-rio/

https://brasil.elpais.com/brasil/2016/12/14/politica/1481749778_129945.html

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