Wladimir corta direitos dos servidores da Saúde, e tenta pagar 33 milhões por gestão

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 “Dinheiro tem Falta Gestão”. Esse slogan amplamente utilizado na campanha eleitoral do atual prefeito de Campos Wladimir nunca foi tão verdadeiro quanto agora.

Alegando precisar de gestão em Saúde, após publicar do Diário Oficial do Município a estranhíssima contratação por incríveis R$ 33.572.313,0033 da empresa MX Gestão de Saúde para, segundo ele, “otimizar a gestão profissional das unidades hospitalares” (hospitais Ferreira Machado, Geral de Guarus e São José), no mesmo dia, diante da forte repercussão negativa, Wladimir Garotinho deu o dito (e publicado no DO), pelo não dito, informando que o contrato ainda não havia sido assinado, alegando: “na fase final de avaliação do rito administrativo, para a formalização do contrato, foi identificado o não preenchimento dos pressupostos exigidos em Lei”.

Edital publicado para torrar 33 milhões sem litação

A gestão seria:

“Serviço especializado em coordenação, análise situacional e prestação de serviços assistenciais em saúde na rede municipal, objetivando a análise operacional, administrativa assistencial e de gerenciamento, com a finalidade de buscar a otimização de recursos financeiros dispendidos pela municipalidade”. 

Certamente seriam “otimizados” os “recursos financeiros dispendidos pela municipalidade”e pagos pelos campistas.

Perigosas ligações com os notórios hospitais de campanha

Para complicar ainda mais, os sócios da empresa fizeram parte de uma holding envolvida nos escândalos dos hospitais de campanha. Inclusive aquele foi anunciado por Wladimir em Campos e depois desmontado sem atender a um paciente sequer, fazendo parte do rombo na Saúde estadual que levou vários personagens à cadeia e o ex-governador ao impeachment.

Sindicato dos médicos repudia

Após cortar direitos dos servidores da Saúde, a frustrada tentativa de torrar 33 milhões em regime emergencial para transferência à iniciativa privada dos serviços especializados de Saúde foi taxada pelo Sindicato dos Médicos de Campos assustadora, principalmente sem a realização de licitação, em nota emitida pela presidente Maria das Graças Rangel.

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