Prisão de Linda Mara faz advogado de Garotinho acusar juiz Ralph Manhães de abusivo

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O advogado Fernando Fernandes como se testasse um novo ponto de vista

Diante de mais uma derrocada judicial com a decisão do juiz Ralph Manhães da 100ª ZE, decretando a prisão domiciliar da vereadora não diplomada Linda Mara Silva, a notória ex-secretária da ex-prefeita Rosinha Garotinho, e a adoção de novas medidas cautelares contra os vereadores não diplomados Thiago Virgílio, Jorge Rangel e Kellinho, e sem conseguir justificar a fama e os milionários honorários, Fernando Fernandes, o advogado de Garotinho e da turma do “Chequinho”, que reúne os apontados como líderes do escândalo de compra de votos com Cheques Cidadão, pagos com dinheiro público, e o segundo escalão do esquema, divulgou nota reclamando das decisões do juiz Ralph Manhães da 100ª Zonal Eleitoral de Campos, prometendo reverter o quadro em instância superior (TRE).

Rosinha a sua ex-secretaria Linda Mara com nova prisão decretada
Rosinha a sua notória ex-secretaria Linda Mara, agora com nova prisão decretada

Mas, na prática, apesar de todos os ardis judiciais, não é que está se vendo. O Tribunal Regional Eleitoral tem seguidamente confirmado as decisões do juiz Ralph Manhães. Até agora, 18 dos envolvidos foram condenados, e os que tentaram habeas corpus tiverem seus pedidos negados no TRE e no TSE.

Advogado Fernando Fernandes acusa Juiz Ralph Manhães de decisões abusivas:

fernando-fernandes-3“O que está ocorrendo em Campos dos Goytacazes é um abuso de autoridade sequencial encoberto pelo o que se chamou de divergência de interpretação de lei, quando na verdade houve evidente descumprimento dos pré-requisitos da prisão preventivas e suas substituições por penas alternativas. Certamente, a decisão do juiz da 100ª Zona Eleitoral, Ralph Manhães será combatida no Tribunal Superior Eleitoral e as medidas abusivas de sua decisão serão revogadas.

Praga de índio

Após a emblemática derrota na eleição para governador em 2014, quando nem foi ao segundo turno, um carro vermelhou passou na rua de Garotinho (PR) na Lapa com três crianças em seu interior gritando alto em frente a “casinha” rosa de três andares: “Garotinho perdeu, Garotinho perdeu!,

De lá para cá, parece que a “maldição do índio gpytacá” se abateu sobre “Bolinha”, que vem colecionando uma derrota após da outra.

Garotinho: O Colecionador de Derrotas

O Colecionador de Derrotas e dores de cabeça
O Colecionador de Derrotas e dores de cabeça

Entre muitas outras derrotas, se destaca a fragorosa derrota do seu grupo nas eleições municipais de Campos, quando perdeu de lavada para o atual prefeito Rafael Diniz (PPS).

Logo, no mesmo período, por uma estranha coincidência, Campos governada por sua esposa Rosinha se viu mergulhada na maior crise financeira da sua história.

Além disso, Garotinho também está colecionando várias derrotas pela “Operação Chequinho”, que investigou a compra de votos com Cheques Cidadão pagos com dinheiro público, chegando a protagonizar uma histriônica cena de esperneio ao ser preso e levado para Bangu, onde passou a sua primeira noite no sistema penitenciário, de onde foi generosamente liberado pela então ministra do TSE Luciana Lóssio.

Dor de cabeça

Para acrescentar mais uma grande possibilidade de derrota judicial, Garotinho se viu citado junto com Rosinha nas delações premiadas de executivos da Odebrecht com beneficiário de 13 milhões de reais em dinheiro ilícito. Uma doe de cabeça que não poderá ser solucionada com promessa de advogados milionários em entrevistas.

Fiel escudeiro no TCE vira delator da Lava Jato

Corrupção e delação de pai para filho
Corrupção e delação de pai para filho

Para complicar mais ainda essa equação, seu “afilhado” no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, o ex-presidente Jonas Lopes de Carvalho Filho, que chegou ao posto por sua indicação quando governador, após ser conduzido coercitivamente pela Polícia Federal, entrou para o clube dos delatores ao lado do seu filho o advogado Jonas Lopes Neto, que foi apontado com tendo recebido um milhão em espécie de dinheiro de propina em cima da mesa do escritório “Lopes de Carvalho e Pessanha Advogados Associados”, fundado em parceria com o atual desembargador do TJ Francisco Assis Peçanha Filho, o Kiko.

A delações de pai e filho estão sob forte suspeita de seletividade, o que, se provado em outras delações de Conselheiros do TCE, pode reverter os benefícios das suas delações premiadas e complicar a vida dos seus padrinhos.

Derrotas milionárias

Diante de tantas agruras, surgiu em cena em Campos o milionário advogado Fernando Fernandes, com histórico de receber honorários sempre na casa dos milhões e de processar clientes que não os paguem. Veja abaixo:

“Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, abriu nova frente de luta. Propôs uma ação ordinária contra Fernando Fernandes, seu ex-advogado. O contrato assinado com o grande escritório carioca, que Costa pretende anular, previa honorários de até R$ 5 milhões. Ancelmo Gois, Jornal O Globo

Qual a origem e o destino dessa bolada?

Como os seus honorários certamente estão sendo multiplicados pelo número de “clientes” do grupo rosáceo. Seria muito esclarecedor, e dirimiria quaisquer dúvidas, se o brilhante advogado trouxesse a público qual o valor real dos seus honorários nessa causa “coletiva”, quem está pagando, e qual a origem do dinheiro.

Isso evitaria qualquer futuro mal entendido, e mostraria toda a sua lisura e ilibada ética profissional. Além de garantir que tanto ele, quanto os seus clientes, estão declarando essa considerável fortuna em suas respectivas declarações de Imposto de Renda.

Repetitivo

Mas o dispendioso causídico não produziu os contratados resultados que justificassem a sua fama e os seus preços, vendo cair por terra nos tribunais, nas mais variadas instâncias, todas as suas sagazes estratégias. Dele, só se viu a repetição do mesmo mantra do seu cliente sobre perseguição política, perseguição policial e perseguição judicial, sempre em entrevistas onde garante que tudo será resolvido nas instâncias superiores, como afirmou, novamente, outra vez, nessa nota.

Uma depois da outra

Mas não é isso que está sendo visto. Como exemplo, recentemente a “Turma do Chequinho” foi novamente, outra vez, derrotada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que negou habeas corpus aos vereadores afastados Roberto Pinto (PTC), Vinicius Madureira (PRP), Cecília Ribeiro Gomes (PT do B), Jorge Magal (PSD) e Thiago Ferrugem (PR).

1 COMENTÁRIO

  1. Ótima retrospectiva jornalística sobre a compra de votos com o cheque cidadão em Camposua.Acredito que haverá um grande desdobramento em delições envolvendo o Jonas Lopes e filho.