Juiz decepciona Garotinho negando prisão e ferramenta para se fazer de vítima

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Essa foi uma decisão "Galinha de casa não se corre atrás"

Acertou a Justiça Eleitoral de Campos ao negar o pedido de prisão do ex-co-prefeito Garotinho, acusado de intimidar e constranger testemunhas no rumoroso caso da “Chequinho”, onde ele é investigado por acusações de liderar um escandaloso esquema de compra de votos com Cheques Cidadão pagos com dinheiro público, durante a sua gestão compartilhada com a esposa, e ordenadora de despesas, a ex-prefeita de Campos Rosinha Garotinho, que pouco se manifesta sobre o caso, mas que tem sobre si graves acusações de envolvimento, com potencial de responsabilização na “Chequinho” equivalente ou superior ao do marido e parceiro Garotinho.

Negada ferramenta para se fazer de vítima

De acordo com o antigo ditado “Galinha de casa não se corre atrás. Mostrando bom senso, o juiz Glaucenir de Oliveira não concedeu essa prisão preventiva, que seria apenas mais uma ferramenta a ser utilizada por Garotinho para continuar a se fazer de vítima, como sempre faz, alegando perseguição.

Nada seria melhor para um réu, que se faz continuamente de vítima, do que ser preso nesse momento das oitivas finais das testemunhas do caso. As provas robustas e os depoimentos avassaladores indicam um final nada feliz para Garotinho, apesar da suposta fortuna gasta com o milionário advogado Fernando Fernandes, que todos achavam que indicaria respostas mais maduras ao seu inconsequente cliente, mas que apenas repetiu a sua perniciosa ladainha contras as autoridades judiciais do caso.

O juiz Glaucenir Oliveira da 100ª ZE mostrou bastante discernimento em sua decisão:

o juiz Glaucenir de Oliveira, que atua em Campos dos Goytacazes
o juiz Glaucenir de Oliveira, que atua em Campos dos Goytacazes, que já decretou a prisão de Garotinho uma vez e, também, já denuncio tentativa de suborno

“que não se mostra, por ora, cabível o decreto de prisão com fulcro na garantia da lisura da instrução criminal, pois as declarações da testemunha já foram formalizadas em juízo, ressaltando que nada obsta que as ameaças sejam reanalisadas em outro momento, com novos subsídios, para diversos fins penais e processuais penais, nos autos dos processos conexos”.

“… da análise dos autos, ainda vislumbro presentes todas as razões e fundamentos elencados em minha decisão prolatada em 11 de novembro de 2016, quando foi recebida a denúncia e decretada a prisão do réu, ficando esclarecido que tais fundamentos não podem ser reutilizados, neste momento processual, para novo decreto de prisão cautelar. Isto porque o decreto de prisão referido já foi objeto de decisão do TSE pelo voto condutor da ministra Luciana Lóssio, que cumpriu seu mandato temporário naquela Corte, respeitando-se decisão de Tribunal de instância superior e a coisa julgada”.

“Galinha de casa”

Ou seja, percebe-se que foi mantido o moral do velho ditado “Galinha de casa não se corre atrás”. Pois essa não parece ser uma decisão que tenha sido comemorada pelo réu Garotinho, muito ao contrário. Dessa vez a Justiça não entrou em seu jogo preliminar e adiou a decisão para o jogo principal, a sentença do seu julgamento na “Chequinho”.

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