Jonas Lopes de volta ao Brasil junto com outra operação da Polícia Federal

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Aos poucos oi universo que envolve os Jonas Lopes e seus parceiros será descortinado

Estão de volta ao país os delatores da Lava Jato ex-presidente do TCE Jonas Lopes de Carvalho Filho e o advogado de Garotinho Jonas Lopes de Carvalho Neto. Pai e filho desembarcaram com a família em dias diferentes do final de semana.

Depois de trazer à luz do dia um gigantesco esquema de corrupção, delatando colegas conselheiros do TCE, que chegaram a ser presos, mas numa delação considerada seletiva, os Jonas foram premiados com 40 dias de férias no exterior.

Delação seletiva?
Delação seletiva?

Apesar do mistério, vazou que os dois estavam muito bem instalados em uma luxuosa mansão em Lisboa, com direito até a academia de ginástica, entre outras mordomias.

Ameaças de morte

A viagem foi autorizada pelo ministro Felix Ficher, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo informações de fonte segura, como medida de proteção devido à interceptação telefônica de ameaça de morte.

Garantindo o prêmio

Não teria sido por coincidência que eles retornaram ao país simultaneamente ao anúncio que será deflagrada mais uma fase da Operação Quinto do Ouro da Polícia Federal, baseada em suas delações, que fontes garantem, vai abalar o meio político e empresarial do Rio de Janeiro.

Jonas Lopes já pode desfrutar da maior fazenda de Além Paraíba, a Josan Agro Pecuária
Jonas Lopes já pode desfrutar da sua propriedade rural, a maior fazenda de Além Paraíba, a Josan Agropecuária

Afinal, os Jonas têm que mostrar mais serviço para continuar garantindo o prêmio da sua delação, já que outros conselheiros denunciados por eles já devem ter firmado seus próprios acordos de delação e não deixarão pedra sobre pedra em possíveis omissões de pai e filho para proteger velhos aliados.

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O jornalista Guilherme Amado publicou no blog de Lauro Jardim que será “descortinado mais um capítulo da delação de Jonas Lopes, o ex-presidente do TCE que levou os colegas à cadeia”, sob o título “Rio de Janeiro, tremei”.

Para relembrar

A Operação Lava Jato, comandada pelo juiz Sérgio Moro, e aplaudida pela grande maioria dos brasileiros por fazer valer a mão pesada da justiça em quem acreditava piamente na impunidade, chegou primeiro a Campos dos Goytacazes através da acusação na delação premiada do ex-diretor da Odebrecht Leandro Azevedo de que o advogado Jonas Lopes de Carvalho Júnior operava na aprovação de contratos que favoreciam a Odebrecht no Rio. Segundo Leandro Azevedo, Jonas Lopes pediu propina a executivos das três empreiteiras do consórcio responsável pela linha 4 do metrô do Rio: Queiroz Galvão, Odebrecht e Carioca Engenharia.

Os pedidos de propina envolveriam o Maracanã e a Linha 4 do Metrô do Rio. O delator Leandro Azevedo afirma que o valor de R$ 1 milhão foi entregue ao filho de Jonas Lopes, e advogado de Garotinho, Jonas Lopes de Carvalho Neto, no escritório de advocacia Lopes de Carvalho e Pessanha Advogados Associados (CNPJ: 09.330.783/0001-46), que ocupava um conjunto de dez salas no Centro do Rio. Essa empresa foi fundada em sociedade com o atual desembargador Francisco de Assis Pessanha Filho, sobrinho de Jonas, que foi Procurador Geral do Município de Campos dos Goytacazes no Governo Rosinha Garotinho.

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