Garotinho, Rosinha e membros da facção Rosa presos pela Polícia Federal

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A manhã dessa quarta-feira começou quente, principalmente para Rosinha, Garotinho e Suledil Bernardino, ex-secretário de Controle Orçamentário e Auditoria de Rosinha, que foram presos preventivamente pela Polícia Federal acusados com mais cinco pessoas participar de uma organização criminosa voltada a arrecadação de fundos de forma ilícita para financiamento das suas campanhas eleitorais.

Ex-secretário de Governo e ex-ministro

Suledil Bernadino, homem de confiança de Rosinha Garotinho foi o primeiro a ser preso
Suledil Bernadino, homem de confiança de Rosinha Garotinho foi o primeiro a ser preso
Antônio Carlos Rodrigues, presidente nacional do PR
Antônio Carlos Rodrigues, presidente nacional do PR

 

 

 

O ex-ministro dos Transportes Antônio Carlos Rodrigues, presidente nacional do PR, também é um dos alvos da operação.

Delator da JBS

A delação Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais da JBS, revelou um repasse de R$2,6 milhões de caixa 2 em 2014 para a campanha de Garotinho ao governo do estado.

Acusações

Garotinho e a ex-prefeita Rosinha são acusados de extorsão, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, e crime eleitoral de omitir doações nas prestações de contas de campanha.

Mandados

o Ministério Público Eleitoral, em seu pedido de prisão preventiva, apontou que que a organização criminosa ainda está em atividade, tentando intimidar testemunhas e obstruir as investigações. O juiz Glaucenir de Oliveira, titular da 98ª Zona Eleitoral expediu os mandados de prisão.

História cabeluda

Segundo o jornal O Globo:

O esquema, segundo o MP, funcionou nas eleições de 2010, 2012, 2014 e 2016. A conexão com a JBS foi revelada por Saud e por outro delator, o empresário André Luiz da Silva Rodrigues. Ele é sócio da Ocean Link, empresa que assinou um contrato de fechada com a JBS, mecanismo encontrado pelo grupo para que o dinheiro chegasse à campanha de Garotinho. Rodrigues, dono de outra empresa que mantinha contratos com a Prefeitura de Campos, então comandada por Rosinha, narrou que foi avisado do depósito pelo policial civil aposentado Antônio Carlos Ribeiro da Silva, conhecido como Toninho – ele é apontado como um dos operadores financeiros de Garotinho.

Toninho teria ido à casa do empresário e, armado com duas pistolas, pedido a ele que sacasse os R$ 2,6 milhões em espécie no banco. Como o valor era alto, Rodrigues sacou os recursos em mais de um dia, cerca de R$ 500 mil por vez – em uma das idas ao banco, disse que foi seguido por Toninho. Durante a investigação, Renato Barros Damiano, funcionário do banco que presenciou alguns dos saques, disse à PF que foi procurado pelo policial com o objetivo de saber se ele tinha contado algo aos investigadores e se tinha informação sobre uma possível colaboração de Rodrigues com as investigações. Para o MP, é outra prova de que Garotinho e seu grupo tentavam obstruir a Justiça.

Thiago Godoy, advogado de Rosinha e Garotinho, volta à cena policial
Thiago Godoy, advogado de Rosinha e Garotinho, volta à cena policial

O empresário também contou na delação que colaborou, via caixa dois, com as campanhas de Garotinho a deputado federal, em 2010; de Rosinha à reeleição na prefeitura de Campos, em 2012; e com candidatos a vereadores aliados em 2016. No ano passado, Rodrigues afirma que foi procurado pelo ex-subsecretário de Governo Thiago Godoy com o pedido de doação de R$ 900 mil. A contrapartida seria a liberação de recursos que o município devia ao empresário. Rodrigues repassou R$ 600 mil, em espécie, e teve R$ 2,3 milhões pagos pela prefeitura, em dívidas referentes a serviços já executados.”

Ironia do destino

Ironicamente, nessa terça-feira Garotinho comemorava a nova prisão de Picciani, Albertassi e Paulo Melo.

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