PF aponta Felipe Klem como mensageiro de tentativas de suborno a juiz Glaucenir de Oliveira

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Acusado de tentativas de suborno a juiz, o advogado Luis Felippe Klem de Mattos terá que apontar o mandante

Quem achava que aquelas duas tentativas de subornar um juiz durante as investigações da Chequinho não iria dar em nada, enganou-se redondamente!

A proposta era simples: “cinco milhões para evitar a prisão de Garotinho e Wladmir, mas o céu é o limite”

Na manhã dessa quarta-feira, a Polícia Federal caiu em campo para cumprir mandado de busca e apreensão na casa do ex-procurador da Câmara Municipal de Campos, o advogado Luis Felippe Klem de Mattos.

Mostrando insatisfação com a lentidão dos trâmites judiciais, o delegado da Polícia Federal, Dr. Paulo Cassiano, apontou que o advogado Felippe Klem teria sido identificado como o mensageiro das possíveis tentativas de suborno ao juiz eleitoral Glaucenir de Oliveira e que, se os resultados de hoje tivessem sido alcançados na época dos fatos, teria sido pedida a prisão do advogado.

Após as buscas, como o advogado Felippe Klem não havia sido localizado em sua residência, foi entregue um mandado de intimação a sua mãe para que ele compareça à sede da Polícia Federal de Campos até a data e horário da audiência, ou poderá ser requerida a sua prisão.

A Justiça Eleitoral, também, determinou várias medidas cautelares:

“Assim, adotando-se o princípio da razoabilidade e da proporcionalidade neste caso, entendo ser suficiente, para as garantias acima almejadas, a conversão da prisão preventiva do réu em medidas cautelares, nos termos do artigo 319, do CPP, que consiste em:

  1. a) comparecer em juízo mensalmente, perante o cartório eleitoral, para informar e justificar as atividades, o que deverá ser feito até o dia 10 de cada mês;
  2. b) proibição de manter contato com as testemunhas desta ação, bem como com as demais testemunhas das ações penais oriundas da operação denominada “Chequinho”, e também com os réus daquelas;
  3. c) proibição de se ausentar da comarca por mais de 05 dias, sem autorização prévia deste juízo;
  4. d) proibição de acesso à Câmara Municipal e às dependências do Executivo deste Município, salvo na condição de contribuinte;
  5. e) recolhimento domiciliar aos finais de semana.”

Liderança

Segundo o delegado da Polícia Federal, Dr. Paulo Cassiano, as interceptações telefônicas mostram uma “subordinação moral” do ex-procurador da Câmara Municipal de Campos, o advogado Luis Felippe Klem de Mattos, à Garotinho, condenado a quase dez anos na Chequinho e cumprindo prisão domiciliar sob monitoramento de tornozeleira eletrônica na famosa “casinha da Lapa”, até o julgamento de recurso.

Exonerado

Em nota oficial, a Prefeitura de Quissamã divulgou que, ao tomar conhecimento das acusações, que não envolvem Quissamã, contra o advogado Luis Felippe Klem de Mattos, ele foi exonerado do cargo de Procurador Geral do Município.

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