Garotinho convoca militantes para seu depoimento agora ao MP sobre as estranhas calçadas

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A pressão de Garotinho é do tamanho do seu medo

Garotinho chega a Campos, intimado para dar explicações ao Ministério Público Estadual sobre as estranhas obras de calçadas com aditivos de outra obra em Farol.

Quer fazer pressão

Convoca-garotinho

Para não perder a viagem, Garotinho está convocando seus militantes através das redes sociais para comparecer a sede do Ministério Público, segundo ele, para lhe dar um abraço, o que, obviamente, não seria a melhor oportunidade e nem o local o mais adequado.

A convocação parece ser mais uma das suas tentativas de constranger e intimidar autoridades que investigam a sua atuação como prefeito de fato no mandato da sua esposa ex-prefeita Rosinha.

Entenda o caso:

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Obras de calçadas serão investigadas / Rodrigo Silveira/Folha da Manhã

Folha da Manhã/ ALUYSIO ABREU BARBOSA E ALDIR SALES 28/05/2017 10:35 – ATUALIZADO EM 30/05/2017 13:40

O ex-governador Anthony Garotinho (PR) e a ex-prefeita de Campos Rosinha Garotinho (PR) foram convocados pelo Ministério Público (MP) para prestarem esclarecimentos, na próxima quinta-feira (1), sobre as polêmicas obras em calçadas no município pouco antes da eleição de 2016, como adiantou a coluna Ponto Final na edição da última terça-feira. Se comparecer ao município, onde está proibido de pisar sem autorização judicial, Garotinho será uma das quase 60 pessoas já ouvidas pelo promotor titular da 1ª Promotoria de Investigação Penal (PIP) Fabiano Rangel Moreira, que move investigação criminal para apurar uma possível fraude em licitação.

Fabiano, inclusive, pode aproveitar a oportunidade, caso Garotinho apareça, para questioná-lo sobre outra investigação em curso: a delação da JBS. O nome do ex-governador aparece escrito a mão em uma nota fiscal emitida em Campos apontada por executivos do frigorífico como prova de repasse de propina para um ex-senador do PR.

De acordo com o Ministério Público, existem indícios de irregularidades na licitação para obras de pavimentação e construção de meio-fio nas ruas do Xexé, no Farol de São Thomé, orçadas em R$ 7,5 milhões, que geraram aditamentos sem novos pregões para a recuperação de calçadas na área central do município sem a autorização dos proprietários dos imóveis ou da Câmara de Vereadores, o que é proibido. Ainda segundo o MP, mais de 50 licitantes participaram da concorrência e a vencedora foi a Fábrica de Ladrilhos Goytacazes.

No entanto, o que também chamou a atenção dos promotores foi que, entre os poucos critérios exigidos na licitação, estava a obrigatoriedade da colocação de paralelepípedos por máquina, e que a Ladrilhos Goytacazes adquiriu um equipamento pouco antes do anúncio oficial do vencedor do pregão. O histórico de obras do governo rosáceo já foi colocado em xeque no caso do Morar Feliz, quando os ex-executivos da Odebrecht Leandro Azevedo e Benedicto Júnior admitiram que teriam forjado, junto com a Prefeitura, as licitações para as construções de casas populares em Ururaí de uma forma que apenas uma empreiteira do tamanho da Odebrecht poderia ganhar.

Ainda segundo o Ministério Público, a licitação não previa um projeto básico, o que fere a Lei de Licitações. Mesmo assim, o meio fio e a sarjeta conjugada para o escoamento da água,não foi feito no Xexé. Apesar das irregularidades aparentes, os fiscais aprovaram as obras no mesmo dia em que a nota fiscal eletrônica com o pagamento foi emitida, de acordo com informações do MP. Porém, após a aprovação da procuradoria, a secretaria municipal de Obras aproveitou a licitação e fez um aditivo de R$ 1 milhão no contrato de pavimentação do Xexé para a Ladrilhos Goytacazes fazer a recuperação de calçadas no distrito sede, sem especificar os locais das intervenções.

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