Dez institutos qualificando jovens para o mercado de trabalho de nível superior

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Censa, 92 anos educando

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Os primeiros Salesianos chegaram a Campos no início do século XX, fundando o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora em 1925. De lá para cá o Censa, como parte integrante do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora ou Salesianas de D. Bosco, integra uma “rede mundial de educação e de solidariedade” inserida em múltiplos contextos culturais de 1465 comunidades, em 94 países dos 5 continentes.

Nasce o Isecensa

“Esse é o caminho”

Em 2002, após 77 anos de atividades, o Centro Educacional Nossa Senhora Auxiliadora (Censa) ampliou o seu raio de atuação educacional para o Ensino Superior com a criação dos seus Institutos Superiores de Ensino (Isecensa), organizado com quatro áreas de abrangência: educação, saúde, ciências sociais aplicadas e tecnologia. Hoje, um grande motivo de orgulho para Campos, que passou a contar com uma instituição de ensino superior de grande magnitude, tecnologia de ponta e instalações de primeiro mundo, qualificando nossos jovens para um futuro promissor, sob a égide da missão:

Produzir e disseminar o conhecimento, através da investigação científica e artística, formando profissionais da mais alta qualificação e cidadãos conscientes da sua responsabilidade social e portadores de valores de justiça e ética.”

Conheça o Isecensa por dentro

Essa reportagem é a primeira de uma série em que o Somos Online vai mostrar para os campistas todos os setores de atuação da maior instituição de ensino superior da região.

Para começar apresentamos o avançado Laboratório de Química e Biomoléculas do Isecensa, o Laquibio. Surpreenda-se!

O Isecensa e as pesquisas

Maria das Graças Machado Freire, Coordenadora do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação, Carolina Magalhães dos Santos, Coordenadora do PIBIB, Vicente Mussi Dias, Coordenador do PROVIC, Anderson Pontes Morales Professor, Pesquisador do LAQUIBIO
Maria das Graças Machado Freire, Coordenadora do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação, Carolina Magalhães dos Santos, Coordenadora do PIBIB, Vicente Mussi Dias,
Coordenador do PROVIC, Anderson Pontes Morales Professor, Pesquisador do LAQUIBIO

O Laboratório de Química e Biomoléculas do Isecensa (Laquibio) tem como atividades de pesquisa a busca de microrganismos e compostos naturais para uso no controle biológico de pragas, assim como na biorremediação. Suas atividades estão pautadas, até o presente momento, em cinco linhas de pesquisa:

1 – Bioprospecção de fungos endofíticos de restinga do norte fluminense.

Aborda a exploração das comunidades de microrganismos endofíticos de diferentes plantas nativas da região norte do estado do Rio de Janeiro, isolando os fungos, purificando as culturas e identificando os táxons obtidos das diferentes espécies vegetais de restinga, uma vez que o quantitativo de organismos dessa natureza são praticamente inexplorados no ecossistema em questão.

Convênio: Universidade de Bath/Inglaterra

2 – Busca de extratos metabólicos fúngicos e/ou de compostos orgânicos naturais para o controle de pragas.

Nessa linha busca-se o conhecimento científico acerca do potencial inovador de produtos a partir do estudo das comunidades de microrganismos endofíticos de diferentes plantas adaptadas ao ecossistema de restinga no norte do estado do Rio de Janeiro. A detecção dos endofíticos é iniciada por isolamento em meio de cultura seguida de indução da produção de extratos e, posteriormente, análises de toxicidade e patogenicidade dos metabólitos a insetos-praga ou patógenos vegetais.

3 – Estabelecimento e manutenção da Micoteca de fungos endofíticos de Restinga.

A preservação dos fungos endofíticos isolados de restinga proporcionou o acúmulo de inúmeros isolados e, para a preservação viva desses fungos, por longos períodos de tempo foi estabelecida a Micoteca do Laquibio, permitindo a reativação e realização de pesquisas com estes fungos a qualquer momento. Com isso, preservam-se os isolados em meio de cultura inclinado, em água destilada esterilizada e por congelamento direto. Os mesmos são utilizados em nossas pesquisas e em pesquisas de outras instituições por meio do fornecimento de isolados repicados e identificados.

4 – Desenvolvimento de metodologias para análise biológica de toxicidade de compostos.

Os testes de toxicidade são necessários para identificar a potencialidade do risco dos diversos compostos produzidos, no nosso caso, pelos fungos endofíticos. A avaliação das relações tóxicas entre os extratos produzidos no Laquibio e os diversos componentes utilizados como padrão para os outros organismos são avaliados com o objetivo de detectar alvos biológicos, podendo ser fungos fitopatogênicos, nematóides, bactérias, insetos-praga ou quaisquer organismos de interesse que possam ser utilizados como indicadores biológicos. Dessa forma, a adaptação de metodologias é primordial para a ligação entre as linhas de pesquisas do Laquibio, sendo elas a produção de compostos e a eficiência de seus efeitos, bem como na aplicabilidade prática da extensão das pesquisas.

5 – Aplicação de fungos endofíticos na biorremediação de contaminantes ambientais.

A seleção de fungos da coleção biológica do Laquibio com capacidade para a degradação de componentes contaminantes do ambiente tem proporcionado a adequação de metodologias em função da molécula que se quer degradar. O efeito positivo sobre o contaminante (poliuretanos, óleos e outros) pode ser induzido em meios de cultura e, após a detecção da enzima desejada, produzida pelo fungo, análises in vitro são realizadas para viabilizar a aplicação prática em maior escala, com objetivo final de promover a biorremediação de áreas contaminadas.

Resultados Obtidos: Os resultados obtidos a partir das atividades desenvolvidas no Laquibio podem ser expressos por meio de mais de 12 artigos completos publicados em revistas nacionais e internacionais; mais de 25 resumos expandidos e resumos apresentados e publicados em anais de congressos locais, regionais, nacionais e internacionais; 1 livro publicado; participação em congressos, seminários, mesas redondas e afins; reportagem e divulgação de resultados na imprensa; aprovação de projeto por órgão de fomento; convênios com instituições de pesquisa nacional e internacional.

Descrição sucinta da infraestrutura de pesquisa e seu laboratório.

O Laboratório de Química e Biomoléculas (Laquibio) faz parte de um complexo de salas associadas, sendo elas: uma antessala contendo duas pias em louça para a lavagem de mão, lava-olhos e chuveiro de emergência; um laboratório de Química e um laboratório de Física, ambos destinados às aulas práticas, e um hall de uso comum, contendo uma autoclave e armários para guardar vidrarias e equipamentos.

O Laquibio é composto por três bancadas que percorrem suas laterais. Estas bancadas são constituídas em granito e contém prateleiras embaixo de cada uma delas. Nestas prateleiras são acomodados, por ordem alfabética, todos os reagentes utilizados. Ao longo dessas bancadas são encontrados equipamentos de uso nas atividades rotineiras, tais como: agitador de tubos, centrífuga, chapa aquecedora, mesa agitadora, estufas bacteriológica e de CO2, microscópios ópticos e estereoscópicos, etc.

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No espaço reservado aos microscópios, encontra-se ainda um conjunto formado por um computador e um televisor, acoplados a uma câmera digital associada aos microscópios.

O objetivo desses equipamentos, além de outros, é capturar e ampliar imagens microscópicas para tamanhos maiores, proporcionando a visualização conjunta do instrumento de debate entre docente e discentes.

No laboratório encontra-se, ainda, uma bancada em granito ao centro, com 12 banquetas, e uma câmara de fluxo laminar que permite realizar os trabalhos com meios de cultura, evitando contaminações do ambiente externo.

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O Laboratório destina-se a:

– Pesquisas básicas e aplicadas do Centro de Pesquisas e Pós-graduação (CPPG);

– Treinamento de estagiários;

– Aulas práticas para atendimento a todos os cursos de graduação da área de saúde.

Além de:

– Atividades de Pesquisa do PROVIC (Programa Voluntário de Iniciação Científica), e atividades do PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica), desenvolvidos pela Instituição.

O laboratório tem capacidade para até 20 alunos simultaneamente.

Integrantes do laboratório e titulação máxima:

Prof. Maria das Graças Machado Freire

Doutora em Biologia Funcional e Molecular

Prof. Vicente Mussi Dias

Doutor em Produção Vegetal

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