CCZ realiza terceiro mutirão do ano contra a dengue em Campos

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Agentes de endemias atuaram nos bairros Presidente Juscelino, Leopoldina, São Caetano, Santo Amaro e Jardim Maria Queiroz

Agentes de endemias do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) participaram nesta sexta-feira (2), de um novo mutirão contra a dengue, o terceiro do ano. Ao todo, cerca de 230 pessoas participaram da ação, ocorrida das 9h às 12h nos bairros Jardim Maria Queiroz, Presidente Juscelino, Leopoldina, São Caetano e Santo Amaro. Na sexta-feira anterior, o mutirão foi nos bairros Turfe Clube, Oliveira Botelho, Chácara João Ferreira, Vista Alegre e Riachuelo.

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Durante o mutirão nos cinco bairros, houve atuação do carro fumacê. Ao todo, foram visitadas 3,6 mil residências das 8491 cadastradas. “Nossas equipes localizaram 69 focos nas casas e quintais e trataram 79 terrenos baldios. Recolheram 208 sacos com lixo e foram colocadas 10 telas de proteção em caixas dágua descobertas”, concluiu o diretor do CCZ, Marcelo Sales. O próximo mutirão será dia 07/02, quarta-feira, nos bairros Corrientes, Nova Brasília, Esplanada, São Salvador e Pecuária.

Como sempre, os agentes orientaram os moradores sobre medidas simples para evitar a proliferação do mosquito, como evitar o acúmulo de água em recipientes nos quintais, colocar telas nas janelas, areia nos vasos de plantas e desinfetantes nos ralos, dentre outras medidas.

— Minha casa está fechada e, por sorte, cheguei com um funcionário para uma limpeza na hora em que os agentes do CCZ também estavam chegando. Mas estamos sempre cuidando do imóvel — disse a aposentada Sônia Jacomini, de 87 anos, dona de uma residência no Jardim Maria Queiroz. “Esse trabalho dos agentes é muito importante, pois a gente sempre esquece de algum detalhe”, completou o também aposentado Vitalino Burla, 85, morador no mesmo bairro.

Com base no último LIRAa (Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti), a ação utilizou dados do mapeamento que apontou as áreas de maior infestação, que foram priorizadas nas ações das últimas sextas-feiras. Um novo levantamento, que será realizado em março, vai orientar os mutirões em bairros de outras áreas.

— Até uma tampinha de garrafa Pet com água pode se tornar um criadouro. E é bom se lembrar daquela orientação de separar 10 minutos por semana para procurar e eliminar possíveis focos. E além da dengue, há o risco ainda da zika e da chikungunya, transmitidas pelo mesmo mosquito — alerta Marcelo Sales.

Por: Edson Cordeiro – Foto: Rogério Azevedo –  02/02/2018 17:57:07

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