Sérgio Côrtes diz que Cabral repetia esquema da gestão Rosinha Garotinho

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Durante depoimento na segunda-feira (13), o ex-secretário de Saúde de Cabral Sérgio Cortes disse ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, que irregularidades da gestão Cabral davam continuidade a esquema da gestão Rosinha Garotinho, supostamente intermediados por Garotinho.

Retorno

Ironia?

Apesar de se mostrar em seu blog um ferrenho crítico do empresário Arthur Soares, o “Rei Arthur”, Garotinho agora se vê acusado de intermediar velhos negócios do “Rei” com o Estado durante a gestão da esposa Rosinha. Ironicamente, em sua postagem de 4 de maio de 2017, Garotinho reproduziu a frase atribuída a Côrtes: “Nossas putarias têm que continuar”

Operação Unfair Play

A afirmação de Côrtes foi feita durante rodada de depoimentos da Operação Unfair Play. O depoimento também contradisse o do ex-governador Sérgio Cabral, que negou ter recebido propina para direcionamento de licitações.

Mas, segundo Côrtes, ele deu sequência ao esquema existente na gestão de Rosinha Garotinho, que seria intermediado por Garotinho, atual candidato ao governo pelo PRP:

“O contato dele (Arthur Soares) era com o ex-governador Garotinho. Ele (Arthur) me falou que tinha acordos. (Garotinho) Não era o governador na época, mas as conversas do Arthur eram com o ex-governador”.

“Esquema que deu certo”

Ainda segundo Côrtes, na época em que Rosinha foi governadora, entre 2003 e 2007, ele era diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e, ao assumir a Secretaria de Estado de Saúde, foi apresentado ao “Rei Arthur” pelo então governador Sérgio Cabral, e avisado pelo empresário para continuar “organizando” as licitações, conforme o esquema que “tinha dado certo” na gestão anterior.

Socorreu Garotinho

Só para lembrar, em novembro de 2017, o ex-secretário de Saúde e médico Sérgio Côrtes prestou atendimento médico a Garotinho, na cadeia de Benfica, no episódio em que ele afirmou ter sido agredido por um homem com um “taco envernizado”.

Nota da Redação:

Ainda que se vislumbre amplas possibilidades, nada se pode afirmar sem a convicção das provas. Tanto para acusar, quanto para desmentir…

Nota De Rosinha e Garotinho:

“A palavra de um bandido como Sérgio Côrtes vale tanto como uma nota de R$ 3”.

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